EUA e UE condenam violações dos direitos humanos pelo Governo do Irã

Washington, 8 fev (EFE).- Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) condenaram hoje de forma conjunta as violações dos direitos humanos no Irã desde as eleições de 12 de junho do ano passado, e disseram estar preocupados com a possibilidade de o Governo intensificar a repressão esta semana.

EFE |

Em comunicado, EUA e UE alertaram que "existe a possibilidade de ocorrer mais violência e repressão durante os próximos dias, especialmente com a proximidade do aniversário da fundação da República Islâmica (do Irã), no dia 11 de fevereiro".

Os opositores devem realizar manifestações na data, que lembra em que se lembra a revolução que derrubou o último xá da Pérsia, Mohamad Reza Pahlevi, em 1979.

"Pedimos ao Governo do Irã que cumpra suas obrigações internacionais em relação aos direitos humanos, acabe com os abusos contra seu próprio povo, exija responsabilidades àqueles que cometeram os abusos e libertem os que exercitam seus direitos", destacaram os EUA e a UE.

No comunicado, divulgado pela Casa Branca, foram criticadas as detenções em grande escala, os julgamentos "maciços", as ameaças de execução de manifestantes, a intimidação das famílias dos detidos e a negação do direito de expressão pacífica, pois "violam os direitos humanos".

Nos protestos após as eleições, morreram cerca de 30 pessoas, segundo números oficiais, e cerca de 80 segundo as contas da oposição. Cerca de 4 mil foram detidas.

Em 28 de janeiro, o Poder Judiciário iraniano enforcou dois homens acusados de participar dos protestos contra o Governo. EFE cma/fm

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