EUA e UE chagam a acordo sobre presos de Guantánamo

Bruxelas, 11 jun (EFE).- Os Estados Unidos e União Europeia (UE) chegaram a um acordo sobre a transferência dos detidos em Guantánamo, disseram hoje fontes do bloco.

EFE |

O compromisso, no qual Washington não se compromete a ficar com alguns dos presos, será aprovado formalmente e sem debate na segunda-feira, durante uma reunião dos ministros de Assuntos Exteriores da UE.

Complemento do pacto ao qual a UE chegou na semana passada para receber alguns dos detidos da base naval americana, o novo acordo foi retocado por diplomatas ao longo de todo o dia, após uma série de negociações por videoconferência com autoridades americanas.

Numa espécie de declaração conjunta, as partes destacam que a "responsabilidade primária" de fechar Guantánamo e de encontrar um local para os detidos "recai sobre os Estados Unidos".

No entanto, Washington não se compromete a manter em seu território alguns dos terroristas. O motivo é que o Governo americano ainda não concluiu a revisão dos casos dos detidos nem estabeleceu uma nova política para a questão.

Uma versão anterior do documento dizia: "Tomamos nota de que os Estados Unidos reconhecem a responsabilidade de aceitar alguns detidos antigos que expressam o desejo de ser admitidos na América".

Os europeus esperam que os EUA decidam acolher alguns dos detidos. Mas, por enquanto, Washington não pode comprometer-se por escrito, explicaram as fontes.

O texto também lembra que os EUA pediram ajuda para que a comunidade internacional encontre lugares para alguns dos presos que serão libertados e que, "por razões imperativas", não podem voltar para seus países de origem.

No acordo, o Governo de Washington diz ainda que "estudará", caso a caso, a possibilidade de arcar com as despesas que os países da UE assumirão se aceitarem os terroristas.

Todos os demais aspectos relacionados à transferência dos detidos serão tratados de forma bilateral entre os EUA e as nações europeias envolvidas. EFE rcf/sc

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