EUA e Rússia negociam acordo sobre redução de armas, diz Hillary

GENEBRA - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, declarou que Estados Unidos e Rússia podem renegociar um acordo estratégico de redução de armas, até o fim deste ano. Ela também afirmou que Washington e Moscou podem encontrar pontos em comum em outros assuntos.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Hillary e Lavrov em encontro em Genebra

"Pretendemos ter um acordo até o fim deste ano", disse a secretária de Estado em uma coletiva de imprensa após uma conversa de duas horas com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov.

Hillary disse esperar que o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o presidente russo Dmitry Medvedev instruam os negociadores nas próximas semanas, para completar o acordo sobre armamentos que substitua o de 1991, cujo prazo de expiração é em 31 de dezembro.

Lavrov disse que também espera que o acordo seja concluído no prazo. As negociações não começaram, mas o encontro de Hillary nesta sexta-feira, em Genebra, levantou a necessidade em estabelecer uma série de prioridades e a negociação de uma agenda que pode ser apresentada por Obama e Medvedev antes do encontro entre os presidentes, em Londres, em algumas semanas.

Hillary disse que a conversa com o ministro foi um "recomeço do zero" nas relações entre os dois ex-inimigos da Guerra Fria. A ex-primeira dama também afirmou que as discussões levaram em conta os interesses mútuos dos Estados Unidos e da Rússia sobre o avanço do desarmamento nuclear e a preocupação crescentes sobre o desenvolvimento nuclear do Irã e a instabilidade no Afeganistão.

De acordo com a secretária americana, a conversa não levou a acordos formais, mas ambos os lados expressaram interesse em conversar sobre a não proliferação nuclear. Hillary também expressou gratidão pelo desejo da Rússia em permitir carregamentos não militares dos Estados Unidos a transitarem pela fronteira russa com o Afeganistão.

Hillary afirmou que eles "tiveram um encontro muito produtivo sobre as intenções em uma série de questões" que devem ser levantadas em conversas futuras.

(Com informações da AP e da AFP)

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