EUA e R.Unido fecham embaixadas no Iêmen após ameaças da Al Qaeda

Sana, 3 jan (EFE).- As embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido no Iêmen foram fechadas hoje depois das ameaças da Al Qaeda, enquanto a sede diplomática da Espanha restringiu o acesso ao prédio, em um final de semana que coincide com a visita do chefe do Comando Conjunto Central, general David Petraeus.

EFE |

Fontes dos serviços de segurança iemenitas, que pediram para não serem identificadas, explicaram à Agência Efe que as embaixadas dos EUA e do Reino Unido receberam informações da Inteligência sobre possíveis ataques às suas sedes diplomáticas no Iêmen.

Diante do aviso, ambas as legações tomaram as precauções necessárias para enfrentar qualquer ataque que possa ocorrer, assinalaram as fontes.

A embaixada americana anunciou o fechamento hoje em comunicado em seu site, sem esclarecer por quanto tempo.

Na nota ressaltou que, no último dia 31, Washington advertiu os cidadãos sobre a existência contínua de ataques no Iêmen.

"A embaixada dos EUA pede aos cidadãos que mantenham um nível alto de alerta e adotem medidas de segurança", acrescentou o texto.

Além disso, a embaixada pediu aos funcionários por meio de uma mensagem de texto enviada pelo celular que permaneçam em suas casas durante o dia, segundo comentou, à Efe, um deles, mas pediu anonimato.

Os moradores do bairro Sheraton - onde fica a sede diplomática e a moradia do embaixador americano - indicaram que a segurança foi reforçada na região com unidades policiais e da luta antiterrorista.

A partir de Londres, o Ministério de Exteriores britânico disse que o Reino Unido adotou a mesma decisão "por motivos de segurança".

Uma porta-voz do Foreign Office informou que tomou a medida por causa da ameaça detectada pelos EUA e nas próximas horas "analisará a conveniência de reabrir ou não a embaixada amanhã".

Hoje o Reino Unido e os Estados Unidos anunciaram que fecharam um acordo para financiar conjuntamente uma unidade antiterrorista no Iêmen, assim como aumentar seus esforços para combater o extremismo.

Com relação à decisão de Washington e de Londres, Madri decidiu que sua representação diplomática em Sana seguirá funcionando.

A partir da Espanha, fontes do Ministério de Assuntos Exteriores indicaram à Efe que a embaixada espanhola no Iêmen continua "aberta e funcionando", embora tenha restringido, por enquanto, o acesso ao prédio por razões de segurança.

As medidas coincidem com a chegada ontem do chefe do Comando Conjunto Central do Exército dos EUA, general David Petraeus, ao país árabe para se reunir com as autoridades, um dia depois do anúncio da intenção de reforçar a assistência militar ao Governo de Sana.

Conforme a agência oficial iemenita, "Saba", Petraeus reuniu-se com o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, a quem transmitiu uma mensagem do presidente americano, Barack Obama, sobre a cooperação entre os dois países, "incluída a luta contra o terrorismo e a pirataria".

Tudo isto ocorreu depois da confirmação que o jovem nigeriano responsável pelo atentado frustrado contra um avião da companhia americana Delta que aterrissou em Detroit em 25 de dezembro foi doutrinado pela Al Qaeda na Península Arábica.

Obama afirmou que a Al Qaeda estava por trás do ataque frustrado, hipótese confirmada pelo grupo terrorista que afirma ter testado previamente a bomba levada por Umar Farouk Abdulmutalab, embora tenha falhado por razões técnicas.

Por sua vez, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown convocou, com apoio de Washington e da União Europeia, uma cúpula global para tratar da radicalização no Iêmen, que será realizada em 28 de janeiro em Londres. EFE ja-cai/dm

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