EUA e Reino Unido oferecem ajuda à Noruega após ataques

Atirador invadiu acampamento de jovens em ilha norueguesa, depois de explosão atingir prédio do governo no centro de Oslo

iG São Paulo |

Os Estados Unidos condenaram o ataque contra o prédio no centro de Oslo e se colocaram à disposição para ajudar autoridades norueguesas. “Condenamos esses desprezíveis atos de violência”, disse Heide Bronke Fulton, porta-voz do Departamento de Estado americano. “Nossos corações estão com as vítimas e seus parentes. E entramos em contato com o governo norueguês para expressar nossas condolências.”

Ao falar após uma reunião com o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, Obama afirmou que os ataques são "um lembrete de que toda a comunidade internacional tem responsabilidade em prevenir esse tipo de terror". “Temos de cooperar em termos de inteligência e de prevenção desse tipo de ataques horríveis”, disse Obama. 

O presidente americano, que visitou Oslo em 2009 para receber o prêmio Nobel da Paz, relembrou com carinho a recepção que teve no país e afirmou que "gostaria de estender pessoalmente minhas condolências ao povo da Noruega". "Nossos corações estão com eles e forneceremos todo o suporte que pudermos", disse Obama, que recebeu mais cedo um relatório sobre os ataques de seu principal assessor de contraterrorismo, John Brennan.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse ter enviado condolências a todos aqueles que perderam seus parentes no “horrível” ataque em Oslo e colocou o Reino Unido à disposição para ajudar as autoridades da Noruega.

“Nossa embaixada continua pronta para prover assistência a cidadãos britânicos que podem ter sido atingidos pelo ataque”, afirmou. “Condenamos todos os atos de terrorismo. O Reino Unido continua ao lado da Noruega e de todos nossos aliados internacionais diante de atrocidades como essas. Nos comprometemos a trabalhar sem descanso ao lado deles para combater a ameaça terrorista em todas suas formas”, disse em comunicado. 

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse ter ficado “indignado” aos saber dos ataques e da morte de tantos inocentes. “Meus pensamentos estão com os feridos e com aqueles que perderam parentes e amigos. E tenho certeza de que todos os britânicos estão se sentindo da mesma maneira”, disse. “Telefonei para o premiê Stoltenberg para expressar minhas sinceras condolências e para oferecer ajuda da Grã-Bretanha, inclusive por meio de cooperação dos nossos departamentos de inteligência. Vamos trabalhar com a Noruega para caçar os assassinos e impedir a morte de mais inocentes.”

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também condenou a "covardia" do atentado a bomba que destruiu a sede do governo norueguês em Oslo e expressou solidariedade ao primeiro-ministro Jens Stoltenberg. "Condeno, nos termos mais fortes, esses atos covardes para os quais não há nenhuma justificativa", declarou Herman Van Rompuy em comunicado, no qual se disse "profundamente chocado". 

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, também enviou um telegrama a Stoltenberg, no qual se disse "horrorizado" e afirmou que um ataque de tal magnitude não é algo comum na Noruega, uma nação associada com a paz “dentro de seu próprio país e por seus esforços por acordos de paz no exterior". "Queria expressar minhas mais profundas condolências às vítimas desse vil atentado e às suas famílias", escreveu em sua mensagem, transmitindo também seu apoio ao primeiro-ministro e a todos os noruegueses.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, uniu-se à mensagem de solidariedade de outras autoridades. "A Noruega é famosa por promover ativamente a paz no mundo e esse atentado horrendo não tem precedentes", disse ao destacar que o país é um dos sócios mais próximos da União Europeia (UE). "A Noruega demonstrou seu firme apoio à UE em muitos contextos, e a UE está preparada para ajudar a Noruega nessas difíceis circunstâncias", considerou Ashton.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, classificou os ataques desta sexta-feira realizados em Oslo de "sangrentos e vis atos terroristas" e expressou sua solidariedade com o povo norueguês. Na mesma linha, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, enviou uma mensagem a seu colega norueguês, na qual expressou seu profundo pesar pelas vítimas dos ataques.

Nicolas Sarkozy, presidente da França, classificou "de ato odioso e inaceitável" o atentado contra a sede do governo norueguês em Oslo.

Pânico

Nesta sexta-feira, além da explosão em Oslo, um atirador lançou um ataque em um acampamento na Noruega. O chefe da polícia da Noruega, Anstein Gjengdal, anunciou o envio de forças antiterroristas para o local, onde ocorria um encontro do governista Partido Trabalhista. 

A ação do atirador, que usou uma arma automática, ocorreu após a explosão de ao menos uma bomba no centro da capital deixar mortos e feridos. De acordo com a NRK, a polícia, que detém o controle do local e prendeu uma pessoa, acredita haver conexão entre as duas ações. 

De acordo com a AFP, o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, preparava-se para comparecer a um comício da ala juvenil de seu partido quando o atirador lançou o ataque. Stoltenberg faria um discurso no local, onde estavam reunidas 560 pessoas, no sábado. O ex-primeiro-ministro Gro Harlem Brundtland participaria do encontro nesta sexta-feira.

Depois dos ataques desta sexta-feira, o primeiro-ministro norueguês pediu aos noruegueses que não se entreguem ao medo causado pela explosão contra um prédio do governo e o atirador que disparou contra o acampamento na ilha de Utoya. O premiê pediu para os residentes do país permanecerem firmes e não deixar que a violência os assuste.

Segundo o chefe de comunicações da Cruz Vermelha, as pessoas estão em choque em Oslo e em toda a Noruega. "Nunca tivemos um ataque terrorista como esse no país - se esse for o caso -, mas claro que todos os noruegueses temiam há tempos isso pelo que se via acontecendo no mundo", disse.

A Noruega, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), foi ameaçada previamente por líderes da rede terrorista Al-Qaeda por seu envolvimento no Afeganistão. O sucessor de Osama Bin Laden na organização, Ayman Al-Zawahiri , citou o país como um dos possíveis alvos de ataque. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, a Noruega tem quase 700 soldados no país asiático. Apesar disso, a violência política é praticamente desconhecida no país. 

Para o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, os incidentes desta sexta-feira foram "atos hediondos".

Arte/ iG
Capital Oslo e ilha de Utoya são alvos de atentados na Noruega
*Com Reuters, AP e BBC

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