Varsóvia, 21 jul (EFE).- O subsecretário de Estado americano, Daniel Fried, se reuniu hoje em Varsóvia com o ministro de Relações Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski, em uma nova tentativa de Washington em fazer com que a Polônia aceite finalmente ser a sede do escudo antimísseis dos Estados Unidos.

O encontro evidencia o esforço de ambos os países de manterem vivas as negociações, apesar do esfriamento que representaram as declarações do primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, que recentemente considerou "insuficiente" a oferta da Casa Branca em troca do sim polonês.

Tal medida pôs a Lituânia como principal opção para o sistema balístico.

"Foi uma reunião positiva que representa uma nova aproximação com os EUA sobre a questão do escudo antimísseis", afirmou Sikorski após conversar com Fried, que visita hoje Varsóvia para assistir ao funeral do eurodeputado e ex-chefe da diplomacia polonesa Bronislaw Geremek.

As negociações já se estendem por mais de um ano, durante o qual aconteceram encontros e desencontros, enquanto em Washington aumenta a inquietação, já que os planos americanos prevêem o fechamento do acordo antes do final do mandato de George Bush.

Já o Governo polonês mantém suas exigências de mais "segurança para a Polônia" como compensação por ser a sede das bases de mísseis, o que é traduzido em ajuda militar para renovar as forças armadas polonesas e a cessão de mísseis tipo Patriot, pretensões consideradas excessivas pelos EUA.

A imprensa polonesa destacou hoje que o chefe da diplomacia polonesa tem como objetivo fechar o acordo com o futuro Governo americano, o que poderia adiar a decisão de Varsóvia para depois da saída do atual presidente Bush.

O plano dos EUA é instalar dez bases balísticas de intercepção na Polônia e um sistema de radar na República Tcheca com o objetivo de evitar possíveis ataques que possam partir de algum dos países do chamado "Eixo do mal" (Coréia do Norte, Irã e Iraque). EFE nt/fh/fal

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