EUA e Mianmar se reúnem na terça para discutir governo militar

Por Arshad Mohammed WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos e Mianmar pretendem inaugurar um diálogo na terça-feira numa reunião em Nova York, que autoridades norte-americanas esperam que no futuro leve à democratização do país do Sudeste Asiático.

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O secretário-assistente de Estado dos EUA Kurt Campbell planeja se reunir com U Thaung, ministro birmanês de Ciência, Tecnologia e Trabalho, disse P.J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado.

Antecipando uma revisão da política dos EUA para Mianmar, a secretária de Estado Hillary Clinton disse na semana passada que Washington buscará um maior envolvimento com o regime militar de Mianmar, mas que não irá atenuar as sanções por enquanto.

Embora admita que as sanções não conseguiram levar mudanças a Mianmar, Hillary disse que Washington concluiu que deveria mantê-las enquanto aprofunda o diálogo com o isolado país do Sudeste Asiático.

Mianmar pretende realizar no ano que vem sua primeira eleição em duas décadas, o que segundo a junta militar levará ao fim de quase cinco décadas ininterruptas de regime militar. Muitos analistas, no entanto, suspeitam que os generais planejem manter o poder.

Washington tem gradualmente endurecido as sanções contra o regime militar da antiga Birmânia, inclusive estimulando uma reaproximação do general com a líder oposicionista e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

Na segunda-feira, Campbell disse a jornalistas que Washington continuará pressionando pela libertação de Suu Kyi e de outros presos políticos, e adotaria uma "abordagem comedida" com relação às eleições birmanesas de 2010.

"Estamos céticos de que as eleições serão livres ou justas, mas vamos salientar aos birmaneses as condições que consideramos necessárias para um processo eleitoral crível," afirmou ele.

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