EUA e Líbia tentam encontrar local para Kadafi instalar sua tenda

Washington, 25 ago (EFE).- O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, assegurou hoje que está buscando um acordo com as autoridades líbias para responder à polêmica gerada pelos requisitos de alojamento do líder líbio, Muammar Kadafi, quando for ao debate da Assembleia Geral da ONU, em setembro.

EFE |

A primeira visita do líder líbio a Nova York despertou reservas de autoridades federais e estaduais dos Estados Unidos, que manifestaram descontentamento pela libertação do terrorista líbio condenado pelo atentado de Lockerbie em 1988, no qual morreram 270 pessoas, a maioria americanos.

Em entrevista coletiva, Kelly negou hoje que a ideia de que Kadafi erguesse sua tradicional tenda beduína em uma propriedade do Governo líbio em Englewood, em Nova Jersey, mas próxima a Nova York, tivesse vindo do Departamento de Estado, como tinham sugerido alguns meios de comunicação.

Kelly assegurou que sua agência "não tem informação" sobre se foram os próprios líbios que sugeriram hospedar o presidente em Englewood, uma vez que, segundo a "Newsweek", as autoridades de Nova York negaram permissão para instalar a tenda no Central Park.

O porta-voz do Departamento de Estado também se referiu ao pedido do senador democrata por Nova Jersey, Frank R. Lautenberg, para que o visto de Kadafi fique restringido às imediações da sede das Nações Unidas.

Lautenberg pediu na segunda-feira à agência que impedisse o dirigente de "viajar livremente" e que rejeitasse suas solicitações para ficar em uma área onde moram parentes de vítimas do atentado ao voo Pan Am 103.

"Estamos falando com as autoridades apropriadas na área", disse Kelly. "Lemos a carta de Lautenberg, e conhecemos as preocupações das diversas comunidades, e temos claro que as famílias das vítimas desta tragédia foram e seguirão sendo nossa prioridade".

Kelly assegurou que a vontade do departamento é "chegar a um consenso com as autoridades líbias" sobre onde ficará o líder líbio, e ressaltou que as embaixadas dos dois países estão analisando o assunto. EFE llb/db

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