EUA e Israel assinarão acordo para favorecer cessar-fogo em Gaza

Washington, 16 jan (EFE).- A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, prevê em seu último dia de trabalho com a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, um acordo que propicie um cessar-fogo na Faixa de Gaza, e que será assinado hoje mesmo, informaram fontes diplomáticas.

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O Governo dos Estados Unidos e altos funcionários israelenses fecharam ontem os últimos detalhes do acordo, que, em forma de um memorando de entendimento, terá o compromisso de Washington de ajudar Israel na prevenção do contrabando de armas para Gaza a fim de impedir que o movimento islâmico Hamas se rearme.

Estas garantias são uma exigência de Israel para colocar fim a sua ofensiva militar na Faixa de Gaza e, da mesma maneira, uma medida que os Estados Unidos defendeu desde o início para favorecer um cessar-fogo "sustentável, durável e sem limite de tempo".

Segundo partes do documento que vazou à imprensa, o acordo se refere a uma maior cooperação no âmbito de inteligência entre Estados Unidos e Israel, e a apoio técnico e logístico que Washington oferecerá a monitores internacionais para impedir que entrem em Gaza armas do Sinai egípcio através dos túneis.

O memorando de entendimento não é um cessar-fogo em si, de acordo com as fontes diplomáticas citadas pelo jornal "The New York Times", mas oferecerá garantias a Israel para que aceite reabrir as passagens fronteiriças, e será uma importante contribuição à iniciativa egípcia para acabar com o conflito armado.

Livni viajou ontem à noite a Washington em uma visita-relâmpago autorizada pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, que ontem manteve uma conversa por telefone com Rice.

Em sua conversa, Rice garantiu que os Estados Unidos estão "preparados para ajudar a resolver o assunto do contrabando e assinar um memorando de entendimento com Israel sobre esta questão".

"O acordo, como foi feito, beneficiará Israel", considerou Olmert após sua conversa com Rice e as que Livni manteve com a colega ao longo da semana, além das gestões desenvolvidas durante a recente visita aos EUA do diretor-geral do Ministério de Exteriores israelense, Aharon Abramovich. EFE cae/an

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