EUA e Iraque criam milícia formada por mulheres

Bagdá, 14 jul (EFE).- Os Governos iraquiano e americano criaram um grupo denominado Filhas do Iraque, reunindo mais de 100 voluntárias do país do Oriente Médio, em resposta ao aumento de atentados suicidas cometidos por mulheres.

EFE |

Segundo o comando militar americano, o Filhas do Iraque foi concebido como uma organização "irmã" dos Filhos do Iraque e dos Conselhos de Salvação (milícias tribais sunitas) surgidos em 2006 para lutar contra a rede terrorista Al Qaeda no país asiático.

"O Iraque precisa urgentemente de mulheres que possam ajudar a revistar outras. Isto nos auxiliará a detectar e deter aquelas que quiserem agir como terroristas suicidas no futuro", ressaltou o capitão Charles Knoll.

Assim, 70 das 130 mulheres que realizaram o curso compareceram no domingo a um ato de graduação realizado em uma delegacia da província de Diyala, no norte do Iraque.

A partir de agora, as voluntárias serão destinadas a pontos estratégicos da região, nos quais sua presença poderá representar uma melhora da segurança, diz o comunicado da cúpula militar.

Segundo a nota, esta é a primeira promoção nesta região do norte do Iraque, e foi treinada durante quatro dias para revistar veículos e pessoas em busca de armas e explosivos.

O ato de graduação acontece menos de uma semana depois que uma mulher se suicidou em um atentado em um mercado popular da capital da província, Baquba, no qual morreram dez pessoas e outras 17 ficaram feridas.

Segundo dados do Governo provincial, nos últimos seis meses foram contabilizados 17 ataques suicidas na região. Diyala, uma província multiétnica na qual convivem curdos, xiitas e sunitas, é uma das áreas com maior presença da Al Qaeda. EFE am/ev/rr

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