EUA e Grã-Bretanha apoiarão governo do Iêmen contra Al Qaeda

Por Mark Trevelyan LONDRES (Reuters) - Os Estados Unidos vão mais do que dobrar a ajuda em segurança que oferecem para o Iêmen, enquanto a Grã-Bretanha organizará uma reunião internacional neste mês para buscar maneiras de evitar que os Estados árabes mais pobres se tornem redutos da Al Qaeda.

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As medidas mostram a preocupação do Ocidente com o Iêmen depois do fracasso de um nigeriano em explodir um avião norte-americano. Ele afirmou ter recebido treino e equipamento no Iêmen.

A célula da Al Qaeda no país assumiu a responsabilidade pela tentativa de ataque ao avião de passageiros dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, o premiê britânico, Gordon Brown, afirmou que o Iêmen representa uma ameaça regional e global, como uma incubadora e um potencial reduto para o terrorismo.

"A comunidade internacional não deve negar o apoio que o Iêmen precisa para reprimir o extremismo", disse Brown em comunicado.

O aumento da ajuda norte-americana em segurança para o país foi anunciado em Bagdá pelo general David Petraeus, chefe do comando central norte-americano.

"Tivemos, como é sabido, 70 milhões de dólares em assistência no ano passado. Isso vai mais do que dobrar no ano que entra", declarou o general a jornalistas.

REFORÇOS DA SOMÁLIA

Autoridades norte-americanas dizem que avaliam maneiras de expandir a cooperação militar e em inteligência com o Iêmen, para aumentar a repressão aos militantes da Al Qaeda.

Sobre repressão, um porta-voz do Pentágono descreveu como "bastante exagerado" um relato de que os EUA preparavam ataques em retaliação à tentativa de atentado contra o avião de passageiros.

Enquanto isso, o grupo islâmico rebelde da Somália al Shabaab declarou nesta sexta-feira estar pronto para enviar reforços para a Al Qaeda, no Iêmen, caso os EUA executem algum ataque.

"Fazemos um chamado a todos os muçulmanos para que ajudem os nossos irmãos no Iêmen. Vamos triunfar sobre a América", disse um dos líderes do al Shabaab.

Além do desafio da Al Qaeda, o Iêmen enfrenta uma rebelião separatista no sul do país e uma insurgência de rebeldes xiitas no norte.

Em novembro, os rebeldes fizeram uma incursão à vizinha Arábia Saudita.

O número de problemas que enfrenta o governo do Iêmen aumentou a preocupação dos sauditas e do Ocidente de que o país possa se tornar uma base para a Al Qaeda lançar ataques internacionais.

O ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Abubakr al-Qirbi, afirmou nesta semana que pode haver até 300 militantes da Al Qaeda no país, alguns dos quais poderiam estar planejando ataques contra alvos ocidentais.

(Reportagem de Adrian Croft em Londres, Jim Loney em Bagdá, Mohammed Ghobari em Sanaa e Souhail Karam em Riad)

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