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EUA e França pedem total aplicação de acordo sobre Líbano

Paris, 14 jun (EFE) - Os Estados Unidos e a França pediram hoje a aplicação total dos acordos de Doha sobre a saída para a crise política libanesa e pediram à Síria que se distancie do Irã, ao reafirmar sua sólida cooperação a favor de um Líbano pacífico, soberano, independente, unido e democrático. Em declaração conjunta emitida após o encontro entre os presidentes dos EUA, George W. Bush, e França, Nicolas Sarkozy, no Palácio do Eliseu, os dois países defenderam em particular um acordo rápido sobre um Governo de união nacional no Líbano.

EFE |

O novo presidente do Líbano, Michel Suleiman, eleito no dia 25 de maio graças aos acordos de Doha entre os principais partidos do país, encarregou a Fouad Siniora a formação de um novo Governo, que ainda não se concretizou.

Os EUA e a França também lançaram uma clara e forte mensagem à Síria, aliada do grupo xiita Hisbolá, membro da oposição libanesa.

"No interesse das relações de boa vizinhança que desejamos que se estabeleçam entre Síria e Líbano sobre a base do respeito, da igualdade, da segurança e da soberania, consideramos importante que os dois países estabeleçam rapidamente relações diplomáticas completas", indica o texto conjunto.

EUA e França também pediram a aplicação "de boa fé" de "todas" as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre o Líbano e "o apoio à investigação internacional e a criação de um tribunal especial" para julgar os responsáveis pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri em 2005.

Os investigadores internacionais implicaram responsáveis pelos serviços secretos sírios no atentado contra Hariri.

Em entrevista coletiva conjunta após seu encontro no Palácio do Eliseu, Bush e Sarkozy pediram à Síria que se distancie do Irã.

"Diria para (a Síria) deixar de se relacionar com os iranianos e de acolher terroristas e que deixe claro a seus aliados iranianos que devem abandonar suas atividades nucleares", afirmou Bush.

Já Sarkozy pediu para a Síria "se distanciar" das tentativas do Irã de conseguir armamento nuclear.

Ao mesmo tempo, o presidente francês justificou o reatamento de suas conversas com o chefe de Estado sírio, Bashar al-Assad, após a eleição de Suleiman como presidente do Líbano, contatos que foram suspensos em dezembro por considerar que Damasco obstaculizava uma saída à crise libanesa.

Os Estados Unidos expressaram publicamente suas reservas em relação à aproximação de Paris com a Síria, mas Bush não as demonstrou hoje perante a imprensa.

"Reatamos o contato (com Assad). É preciso deixar o Líbano livre", disse Sarkozy, antes de afirmar que "o processo continuará" a partir do momento em que a Síria se distanciar das supostas tentativas do Irã de obter arma nuclear. EFE al/db

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