Os planos da gigante da tecnologia Microsoft para comprar a Yahoo foram liberados por órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa. A Comissão Europeia determinou que o acordo não vai impedir a competição efetiva no setor.

Nos Estados Unidos, o acordo recebeu o apoio nesta quinta-feira do Departamento de Justiça.

Segundo o acordo, a página do Yahoo vai usar o sistema de buscas Bing, da Microsoft, e as duas companhias vão dividir os lucros. A Microsoft está tentando aumentar sua participação na indústria de sites de busca, que é dominada pelo Google.

A companhia e o site Yahoo anunciaram o acordo ainda em julho de 2009, mas aguardavam a aprovação.

Menos de 10%
Ao explicar a decisão, a Comissão Europeia afirmou que, juntas, Microsoft e Yahoo atualmente detém menos de 10% do mercado de ferramentas de buscas online da Europa, com Google controlando 90%.

A investigação da comissão mostrou que o acordo deve "aumentar a competição no setor de buscas pela internet e buscas de propaganda ao permitir que a Microsoft se transforme em um competidor mais forte frente ao Google".

O diretor-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, afirmou que a aprovação do acordo representa "um marco".

"Acredito que, juntas, Microsoft e Yahoo vão promover maior escolha e mais inovação para nossos clientes, anunciantes e parceiros", afirmou.

A diretora-executiva da Yahoo, Carol Bartz, afirmou que as duas companhias vão criar uma "aliança de busca inovadora".

As duas empresas de tecnologia já comunicaram que vão começar a implementação do acordo "nos próximos dias".

Mas, para o analista do setor de tecnologia da DMG Europa Chris Green, a Microsoft tem poucas esperanças de conseguir diminuir a fatia do Google no mercado de buscas online.

"Este acordo dá à Microsoft uma fatia maior no negócio de propagandas pela internet, mas ainda está muito distante do Google. O Bing, da Microsoft, é um sistema de buscas muito bom, mas ninguém usa e atualmente não dá lucro."
"O acordo com a Yahoo pode transformá-lo em um sistema de buscas número dois, não tão ruim e lucrativo. Mas ainda não é o Google", acrescentou.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.