EUA e Coreia do Sul exortam Pyongyang a deter provocações

O chefe da diplomacia sul-coreana, Yu Myung-Hwan, e a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, exortaram nesta sexta-feira a Coreia do Norte a cessar suas provocações, revelou a chancelaria em Seul.

AFP |

"Os ministros concordaram sobre o fato de que a Coreia do Norte deve acabar com suas provocações e responder às ofertas de diálogo de Seul sem prévias condições", destaca a chancelaria.

Hillary Clinton, que chegou na quinta-feira a Seul, terceira etapa de sua visita à Ásia, advertiu o regime comunista norte-coreano para o fato de que insultar os responsáveis sul-coreanos não favorece a retomada das relações com Washington.

A secretária de Estado, que defende uma nova estratégia para a questão nuclear norte-coreana, também anunciou a nomeação de Stephen Bosworth como emissário americano para as negociações com Pyongyang.

O regime comunista norte-coreano, que efetuou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, está envolvido desde agosto de 2003 em árduas negociações com outros cinco países (Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Rússia e Japão), e assinou em 2007 um acordo para o desmantelamento de suas instalações atômicas.

O ponto mais sensível destas negociações envolve as modalidades de verificação do desarmamento.

Na quinta-feira, pouco antes da chegada de Hillary Clinton a Seul, a Coreia do Norte se declarou "totalmente preparada" para uma guerra contra a Coreia do Sul.

As relações entre os dois países, oficialmente ainda em estado de guerra desde o conflito sangrento de 1950-1953, se deterioraram desde a chegada ao poder do presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, em fevereiro de 2008.

sm/yw/LR

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