Acordo representa o primeiro grande êxito de Obama no terreno do livre-comércio

Estados Unidos e Coreia do Sul chegaram a um acordo sobre o Tratado de Livre-Comércio, anunciou nesta sexta-feira o presidente americano, Barack Obama, que qualificou o pacto como um "marco" por seu enorme valor econômico, comercial e trabalhista.

O tratado, que deve ser ratificado pelo legislativo dos dois países, permitirá que os Estados Unidos aumentem suas exportações anuais em até US$ 11 bilhões e sustentem, pelo menos, 70 mil postos de trabalho.

Em comunicado, Obama se comprometeu a trabalhar com o Congresso e com os líderes de ambos os partidos para conseguir a ratificação do TLC com a Coreia do Sul, o que "aprofunda" sua "forte aliança e reforça a liderança americana na Ásia-Pacífico".

O pacto impulsiona o objetivo de Obama de duplicar as exportações americanas em cinco anos. O acordo, que estava emperrado há três anos, foi alcançado após reuniões entre o representante de Comércio Exterior dos EUA, Ron Kirk, e o ministro do Comércio sul-coreano, Kim Jong-hoon.

O acordo representa o primeiro grande êxito de Obama no terreno dos acordos de livre-comércio, e após o pacto com Seul, a Casa Branca espera ratificar TLCs com a Colômbia e com o Panamá, que estão pendentes.

A Coreia do Sul é o oitavo parceiro comercial dos Estados Unidos, em convênio que eliminará as tarifas sobre 95% dos bens industriais e de consumo em cinco anos. O acordo ficou pendente principalmente pelas limitações sul-coreanas às importações de carne de bovina e automóveis dos EUA.

Na renegociação, os dois países acordaram em reduzir gradualmente as tarifas americanas sobre automóveis coreanos importados. Pelo acordo, os EUA manterão uma tarifa de 2,5% durante cinco anos sobre os automóveis coreanos, enquanto a Coreia do Sul reduzirá imediatamente à metade - de 8% para 4% - suas tarifas sobre as importações de veículos americanos, eliminando-os plenamente no quinto.

Quanto à carne bovina, outro empecilho nas negociações, o acordo anunciado nesta sexta-feira muda pouco. Fica mantida a proibição sul-coreana à importação de cabeças de gado com mais de 30 meses.

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