EUA e Coréia do Norte podem se reunir em breve para retomar desarmamento

Jacarta, 4 abr (EFE).- O negociador nuclear dos Estados Unidos, Christopher Hill, revelou hoje que pretende se reunir nos próximos dias com seu homólogo norte-coreano nas conversas de seis lados, Kim Kye Gwan, para reativar o processo de desnuclearização da Coréia do Norte.

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O político americano realizou estas declarações em Jacarta, onde se encontra atualmente para se reunir com o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, com quem abordará diversas questões relativas à segurança regional e à defesa.

A agência de notícias sul-coreana "Yonhap" havia informado anteriormente que ambos os responsáveis poderiam se encontrar na Indonésia, para tentar desbloquear as negociações.

No entanto, o próprio Hill assinalou hoje aos jornalistas que ainda não podia confirmar o encontro com o representante norte-coreano, embora tenha assegurado que sua equipe segue trabalhando nesse sentido.

"Não posso confirmar quando será; mas estou certo de que nos reuniremos", disse.

A possibilidade de os negociadores americanos e norte-coreanos se reunirem na Indonésia vem do histórico de boas relações entre Jacarta e Pyongyang, que se estende desde a época do primeiro presidente indonésio, Sukarno.

As conversas de seis lados para a desnuclearização norte-coreana permanecem estagnadas desde o início do ano, com os Estados Unidos assegurando que a Coréia do Norte descumpriu seu compromisso de declarar todo o seu programa nuclear em troca de ajudas energéticas e incentivos políticos.

Pyongyang, por sua parte, assegura que já entregou uma lista completa de seus programas nucleares no ano passado.

Ao longo do dia de hoje, Christopher Hill se reuniu ainda com o ministro de Assuntos Exteriores indonésio, Hassan Wirajuda, e com o ministro da Defesa Juwono Sudarsono, entre outras autoridades do país.

Hill queria conhecer em primeira mão a posição da Indonésia, país de grande peso na geopolítica do Sudeste Asiático, a respeito da situação do processo de desarmamento da Coréia do Norte, e da evolução da situação política em Mianmar, após os conflitos entre opositores e o regime militar, no ano passado. EFE jpm/gs

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