EUA e China se reunirão 1 vez ao ano para diálogo econômico e estratégico

Washington, 1 abr (EFE).- Os Estados Unidos e a China se reunirão a partir de agora uma vez ao ano, e não duas, como durante a Presidência de George W.

EFE |

Bush, para desenvolver o diálogo econômico e estratégico entre os dois países, informou hoje o Departamento de Estado americano.

Essas reuniões ficaram hoje oficialmente estipuladas em reunião mantida em Londres entre o presidente americano, Barack Obama, e o presidente da China, Hu Jintao.

Obama, que assumiu em janeiro, designou os secretários do Tesouro, Timothy Geithner, e de Estado, Hillary Clinton, para liderar estas conversas com a China.

A primeira reunião acontecerá em Washington em meados do ano, e por parte da China, assistirão o conselheiro de Estado Dai Bingguo e o vice-presidente Wang Qishan.

Segundo um comunicado do Departamento de Estado americano, o diálogo se concentrará nos desafios e nas oportunidades que os dois países enfrentam em um amplo leque de áreas bilaterais, regionais e globais de interesse estratégico imediato e a longo prazo.

O mais provável é que a titular da diplomacia americana se encarregue dos aspectos estratégicos e que Geithner fique responsável pela parte econômica do diálogo, apesar de as duas áreas também podem ficar interconectadas.

Poucos dias após tomar posse como secretária de Estado, Hillary disse que impulsionaria um "diálogo exaustivo" com a China que fosse além das conversas sobre assuntos econômicos enfatizados pelo Governo de George W. Bush.

"Precisamos de um diálogo exaustivo com a China. O diálogo estratégico (entre os dois países) iniciado sob a Administração Bush se transformou em um diálogo econômico", disse Hillary.

O aspecto econômico, afirmou, apesar de ser um fator "muito importante" das relações dos Estados Unidos com a China, "não é o único", e por isso disse que o Governo delineará uma estratégia "mais global" em sua política em relação à China.

Este enfoque, disse Hillary, se adequa mais ao "importante papel que a China joga e jogará, tanto como ator regional quanto internacional, em tantos assuntos importantes".

"A economia sempre será uma peça-chave em nossas relações, mas queremos que seja parte de uma agenda mais ampla", insistiu então a secretária de Estado. EFE cae/an

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