EUA e China retomarão diálogo sobre direitos humanos em maio

Washington, 22 abr (EFE).- Os Governos dos Estados Unidos e da China retomarão em maio as negociações sobre direitos humanos após dois anos de interrupção, informou hoje o Departamento de Estado americano.

EFE |

O diálogo será realizado entre 13 e 14 de maio em Washington, explicou o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, em sua entrevista coletiva diária.

A delegação americana será liderada pelo secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Michael Posner. Já a chinesa será liderada pelo diretor-geral para Organizações Internacionais do Ministério de Assuntos Exteriores, Chen Xu.

A última vez que os dois países se reuniram no marco deste diálogo foi em maio de 2008.

Eles haviam inicialmente previsto realizar a próxima rodada de diálogo no final de fevereiro, mas foi cancelada. Segundo Crowley, a reunião foi suspensa "porque o momento não era o adequado" e porque "levou um pouco mais de tempo" para organizá-la, mas não quis dar mais detalhes a respeito.

O adiamento para maio do diálogo aconteceu, no entanto, em momentos de tensões entre ambos os países por causa de assuntos como o caso Google, a cotação do iuane, a venda de armas dos EUA para Taiwan e a reunião do presidente americano, Barack Obama, com o Dalai Lama.

Crowley indicou que na próxima rodada de negociações, os EUA abordarão temas como a liberdade religiosa e o estado de direito, entre outros. No entanto, ele ressaltou que o Governo fala sobre a situação dos direitos humanos na China em todas as reuniões bilaterais.

Segundo ele, Washington também pode mencionar as restrições à liberdade de informação na internet e o caso Google.

O Google denunciou em janeiro ter sofrido uma invasão de hackers em contas de e-mail na China. Por causa disso, a empresa decidiu reconsiderar sua estratégia no país asiático, mas acabou burlando o sistema e passou a redirecionar os usuários do site "google.cn" (da China) para o "google.hk" (de Hong Kong).

O porta-voz do Departamento de Estado destacou que os Estados Unidos tiveram problemas com a China sobre a situação de direitos humanos no país asiático desde que os dois países normalizaram as relações.

"Vimos certos progressos em algumas frentes, mas continuamos tendo preocupações em outras áreas, de modo que (a conversa sobre direitos humanos) é fundamental para nossa relação e fundamental para o amplo diálogo que temos com a China", disse Crowley. EFE cai/sa

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG