EUA e China discutem redução dos gases que provocam efeito estufa

O enviado especial americano para a questão do aquecimento global, Todd Stern, tentou convencer as autoridades chinesas da necessidad ede reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, segundo fontes dos dois países.

AFP |

A missão de Stern, que chegou domingo a Pequim, envolve uma pressão sobre a China para obter dados concretos sobre a redução de emissões no próximo tratado sobre o aquecimento global, que deve ser concluído em dezembro em Copenhague.

O vice-premier chinês Li Keqiang reiterou a Stern na segunda-feira que os países em desenvolvimento, como a China, deveriam obedecer critérios diferentes das nações ricas.

No entanto, ele não revelou se eventualmente os dois países mais poluentes do planeta podem chegar a um acordo.

"A China gostaria de manter o princípio de 'responsabilidades comuns mas diferentes', participar ativamente nas negociações e desempenhar um papel construtivo para promover resultados positivos na conferência de Copenhague", afirmou Keqiang.

Uma fonte da embaixada americana informou que Stern também se reuniu com o subchefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Xie Zhenhua, que dirige as conversações sobre as mudanças climáticas.

"A China está avançando na tecnologia de energia limpa. No entanto, terá que se comprometer com ações mais fortes e quantificáveis no caminho para um futuro de energia limpa e baixa em carvão", afirmou a mesma fonte, que pediu anonimato.

Mais de 180 nações estão trabalhando em um novo tratado sobre o clima que será discutido em Copenhague para cobrir o período posterior a 2012, quando expira o atual Protocolo de Kyoto.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu trabalhar a questão da mudança climática, em um franco contraste com o antecessor George W. Bush, que rejeitou o Protocolo de Kyoto sob a alegação de que não apresentava exigências aos países em desenvolvimento.

Stern afirmou em Pequim que os países em desenvolvimento como a China não devem ter as mesmas metas de redução que as nações desenvolidas, mas ressaltou que qualquer ação de outros Estados será inútil sem compromissos por parte dos países emergentes.

A China, porém, permanece firme na posição de que grande parte da responsabilidade sobre os cortes das emissões de gases que provocam o efeito estufa corresponde aos países desenvolvidos, sem descartar oficialmente adotar medidas similares.

dma/fp

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