EUA e Canadá adotam regras para CO2 em veículos

Por Timothy Gardner e David Ljunggren WASHINGTON/OTTAWA (Reuters) - Os Estados Unidos concluíram na quinta-feira seu primeiro pacote de regras sobre as emissões de gases do efeito estufa por automóveis, e elevaram pela primeira vez desde a década de 1970 os padrões de eficiência energética dos combustíveis, medidas que o Canadá também adotou.

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As regras nos EUA valerão para carros a partir do modelo 2012, que começam a chegar às ruas no ano que vem. Elas são parte dos esforços do governo Obama para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 17 por cento até 2020, em relação aos níveis de 2005.

A Casa Branca espera que o Congresso aprove em breve uma lei climática, mas enquanto isso começa a implementar reduções de emissões determinadas no ano passado pela Agência de Proteção Ambiental do governo.

"Desenvolvemos um programa de carros limpos que é uma vitória para as fábricas e para os motoristas, uma vitória para inovadores e empreendedores, e uma vitória para o nosso planeta", disse Lisa Jackson, administradora da Agência de Proteção Ambiental, que definiu as regras sobre combustíveis em conjunto com o Departamento de Transportes.

As regras de eficiência, há meses já conhecidas do setor automobilístico, preveem que carros e caminhões rodem em média 15 quilômetros por litro até 2016. Isso representa um aumento de até 42 por cento em relação ao valor atual.

Também na quinta-feira, a Agência de Proteção Ambiental anunciou pela primeira vez que o limite médio de emissões de veículos cairá de 295 gramas de dióxido de carbono por milha, em 2012, para 250 gramas em 2016.

No Canadá, o governo concluiu as novas regras também na quinta-feira, e o ministro de Meio Ambiente, Jim Prentice, afirmou que o seu país e os EUA "irão na prática compartilhar padrões comuns" para as emissões.

O setor automobilístico da América do Norte é altamente interligado, e o Canadá diz que sua estratégia para o corte de emissões depende também da política dos EUA, por causa da integração econômica entre as duas nações.

O programa acrescentará um custo de cerca de 52 bilhões de dólares aos veículos, mas os benefícios podem atingir 240 bilhões de dólares, segundo a Agência de Proteção Ambiental. A economia viria do menor consumo de combustível e do menor impacto sobre a saúde humana, por causa da redução na poluição ambiental.

A Agência disse que os EUA devem poupar 1,8 bilhão de barris de petróleo e 960 milhões de toneladas de emissões de carbono ao longo da vida útil dos veículos, o que equivale a tirar 58 milhões de carros das ruas por ano.

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