EUA e Austrália pedem que Fiji restabeleça democracia em 2009

Sydney (Austrália), 5 dez (EFE).- Os Governos de Estados Unidos e Austrália pediram hoje o restabelecimento da democracia em Fiji em 2009, ao se completar o segundo aniversário do golpe comandado pelo chefe das Forças Armadas, Frank Bainimarama.

EFE |

Steven McGann, embaixador americano na capital do arquipélago, Suva, assinalou que Fiji está cada vez mais isolada, seu futuro econômico é inseguro e a assistência estrangeira se tornou incerta.

"O Governo interino dispôs do tempo suficiente para organizar e convocar eleições. Os Estados Unidos unem-se ao Fórum do Pacífico e a outros parceiros internacionais que pedem o restabelecimento da democracia em Fiji em 2009", disse McGann, segundo a edição digital do jornal "The Fiji Times".

Já o embaixador australiano em Suva, James Batley, manifestou que seu país segue firmemente convencido de que Fiji necessita voltar à democracia o mais rápido possível.

"Colaboraremos estreitamente com os países da região e com a comunidade internacional para ajudar Fiji a alcançar esse objetivo", acrescentou Batley.

O chefe golpista e atual "homem forte" do país, Bainimarama, que dirige as Forças Armadas ao mesmo tempo em que desempenha as funções de primeiro-ministro interino desde janeiro de 2007, comprometeu-se com a União Européia a convocar eleições no primeiro trimestre de 2009, mas neste ano recuou e adiou o processo em pelo menos um ano.

O militar justificou a decisão dizendo não havia tempo suficiente para emendar a Constituição e adotar as medidas imprescindíveis para garantir eleições livres, justas e pluripartidárias.

Bainimarama, cuja intervenção foi fundamental para desmantelar uma tentativa golpista anterior, em 2000, levantou-se em 5 de dezembro de 2006 contra o Governo de Laisenia Qarase, após acusá-lo de aprovar políticas discriminatórias com a comunidade de origem indiana, à qual ele pertence.

A vida política de Fiji, um arquipélago do Pacífico Sul com 919 mil habitantes, roda em torno da rivalidade entre a comunidade fijiana (58%) e os descendentes dos indianos levados pelos colonizadores britânicos para trabalhar nas plantações (37,4%). EFE mg/jp

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