EUA e a UE exigem que Síria esclareça suposta atividade nuclear

Viena, 28 nov (EFE).- Os Estados Unidos e a União Européia (UE) exigiram hoje da Síria que coopere plenamente com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para esclarecer a natureza de suas supostas atividades nucleares.

EFE |

No plenário do Conselho de Governadores da AIEA, o delegado americano e o francês, este último em nome da Presidência da UE, exigiram de Damasco "cooperar sem reservas" com a agência nuclear da ONU e "responder a todas as perguntas" dos inspetores.

Israel bombardeou em setembro do ano passado o complexo militar de Al Kibar, onde Washington afirma que a Síria estava construindo um reator nuclear para a produção de plutônio, material usado na fabricação de bombas.

A Síria diz que a instalação destruída é um complexo militar convencional, sem relação com programa nuclear, e que, após o bombardeio, limpou a zona e construiu um novo edifício, o que dificultou o trabalho dos inspetores.

No entanto, os analistas da AIEA que visitaram Al Kibar em junho encontraram rastros de urânio produzido por um processo químico e não podem descartar a possibilidade de a instalação bombardeada ser um reator nuclear.

Além disso, o diretor-geral do organismo, Mohamed ElBaradei, disse ontem que, segundo as imagens tiradas por satélite logo após o ataque, a instalação e a infra-estrutura de Al Kibar eram "semelhantes" às de um complexo nuclear.

O embaixador americano na AIEA, Gregory Schulte, comparou hoje o caso sírio ao do Irã, e aconselhou ao Governo em Damasco a não seguir os passos de Teerã, que enfrenta há seis anos a comunidade internacional por suas atividades atômicas.

"Por enquanto, a Síria parece experimentar as mesmas táticas de negação de ajuda aperfeiçoadas pelo Irã", disse o representante americano.

Para que este conflito não fique permanente na agenda da Junta da AIEA, Schulte recomendou à Síria cooperar mais e seguir o exemplo da Líbia, que, em 2004, admitiu ter tido um programa nuclear militar e o desmantelou. EFE jk/jp

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