EUA dizem ter matado 34 militantes de clérigo xiita em Bagdá

Por Tim Cocks e Dean Yates BAGDÁ (Reuters) - As Forças Armadas dos Estados Unidos disseram ter matado 34 milicianos em um reduto do clérigo xiita Moqtada al-Sadr em Bagdá, na terça-feira, durante vários combates diferentes, um dos quais uma batalha de rua que se estendeu por horas.

Reuters |

Médicos de dois hospitais do bairro Sadr City, um reduto de simpatizantes do clérigo, afirmaram ter recebido os corpos de 21 mortos e mais 62 pessoas feridas.

Havia mulheres e crianças entre as vítimas, disseram.

Imagens captadas pela Reuters Television mostraram bombeiros retirando o corpo de um menino, coberto de poeira, dos destroços de uma casa reduzida a escombros pouco antes.

Não se sabe ao certo o que exatamente atingiu a construção.

Há imagens também do corpo de outra criança chegando a um hospital.

No total, seis soldados norte-americanos ficaram feridos, disseram os militares.

As forças de segurança dos EUA e do Iraque vêm enfrentando os milicianos leais ao clérigo há semanas em Sadr City. Os embates mais recentes, no entanto, apontam para uma escalada do conflito.

Os enfrentamentos intensificaram-se a partir de domingo, quando homens armados usaram tempestades de areia para atacar de surpresa posições de militares norte-americanos e iraquianos.

As investidas ocorreram apesar de Sadr ter determinado a observância de um frágil cessar-fogo que o clérigo anti-EUA ameaça cancelar caso o governo do Iraque não coloque fim aos ataques contra a milícia dele, chamada Exército Mehdi.

Os ataques dos militantes indicam que alguns combatentes supostamente fiéis a Sadr estão ignorando os apelos dele para que a trégua seja observada, alimentando dúvidas sobre quanto de controle o líder religioso possui sobre suas forças e sobre se está sendo realmente sincero ao afirmar que deseja o fim dos conflitos.

Um porta-voz das Forças Armadas norte-americanas em Bagdá disse não ter havido ataques aéreos contra Sadr City. Os soldados dos EUA teriam usado lançadores baseados em terra para disparar foguetes contra militantes que disparavam de prédios, ruelas e telhados.

'Foram esses militantes que iniciaram a confrontação ao atacarem os soldados norte-americanos', afirmou.

Segundo o porta-voz, 28 homens armados foram mortos em uma batalha de quatro horas travada na terça-feira e iniciada na metade da manhã, quando militantes realizaram uma emboscada contra soldados dos EUA por meio de bombas, granadas e disparos de armas de pequeno calibre.

Essas mortes elevam para 79 o número de militantes que os norte-americanos dizem ter matado desde a intensificação da onda de violência, no domingo.

(Reportagem adicional de Dean Yates, Wisam Mohammed, Aws Qusay, Khalid al-Ansary e Peter Graff)

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