EUA dizem que radicais do Paquistão são um problema sério

Nova Délhi, 11 jun (EFE).- O subsecretário de Estado americano para Assuntos Políticos, William Burns, disse hoje que o extremismo e a instabilidade no Paquistão são um problema muito real.

EFE |

Mas, segundo o diplomata, o Governo dos EUA está tentando ajudar as autoridades paquistanesas a enfrentar esse desafio.

"O problema do extremismo e da instabilidade no Paquistão é muito sério para todos nós, não só para o povo e o Governo do Paquistão", disse Burns numa entrevista coletiva em Nova Délhi.

Em visita oficial à Índia, o subsecretário afirmou que "o Governo dos EUA, junto com outros parceiros, está tentando fortalecer a capacidade dos líderes paquistaneses de enfrentar esse desafio, no interesse de todos".

Segundo Burns, ninguém "subestima a dificuldade e a gravidade do problema enfrentado pelos líderes paquistaneses". E os EUA, garantiu, revisam "cuidadosamente" as ajudas entregues para o combate aos insurgentes e o estímulo ao desenvolvimento.

O subsecretário, que se reuniu com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, com o chanceler S.M. Krishna e com o Conselheiro de Segurança Nacional, M.K. Narayanan, disse ainda que os EUA defendem a retomada do diálogo entre Índia e Paquistão.

"Os EUA sempre dão boas-vindas à melhoria das relações. O caminho, o alcance e o caráter das relações devem ser decididos por ambos os países", declarou.

Para Burns, o Paquistão também tem uma "responsabilidade especial" em investigar e levar à Justiça os responsáveis pelo atentado de Mumbai, atribuído pela Índia ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT).

Sobre as conversas com as autoridades indianas, o diplomata disse que foram "construtivas", "extensas" e variadas. Depois, afirmou que os EUA estão "determinados" a elevar as relações com a Índia a um novo patamar.

No encontro com o premiê indiano, o subsecretário entregou a este uma carta do presidente americano, Barack Obama. O conteúdo da mensagem não foi revelado por nenhuma das partes. EFE mb/sc

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