Washington, 22 jan (EFE).- O secretário de Estado adjunto para a América Latina, Arturo Valenzuela, afirmou hoje que os Estados Unidos respeitam a soberania do Haiti e que as críticas ao seu protagonismo nos esforços humanitários são simplesmente erradas.

"Os EUA respeitam a soberania do Haiti. Estamos ali porque os haitianos nos convidaram, nos pediram, e temos uma responsabilidade moral como comunidade internacional de ajudar esse país", disse Valenzuela à imprensa após um fórum organizado pela Câmara de Comércio americana.

Sem mencionar os países que também acusam os EUA de "invadir" o Haiti, Valenzuela indicou que se trata de uma "crítica simplesmente errada, que provavelmente ignora a realidade".

Dessa forma, o diplomata respondeu as críticas de países como Nicarágua, Bolívia e Venezuela, que acusaram os EUA de realizarem uma ocupação militar no Haiti aproveitando o desastre causado pelo terremoto de 12 de janeiro passado.

Os trabalhos dos "capacetes azuis" das Nações Unidas e das Forças Armadas dos EUA foram "fundamentais" para as operações de resgate, limpeza, distribuição de ajuda e reconstrução a longo prazo, destacou.

Segundo o Pentágono, para este domingo haverá em torno de 20 mil soldados americanos nas tarefas humanitárias no Haiti, tanto em navios como em solo.

No Haiti "estamos trabalhando muito bem todos juntos", assegurou Valenzuela, que apontou que os EUA estão satisfeitos com a "disposição de colaborar" da maioria dos países latino-americanos com o Governo do presidente Barack Obama.

Existe cooperação em temas como o combate à pobreza e a insegurança pública, o meio ambiente e o fortalecimento de instituições como a Organização dos Estados Americanos (OEA), disse Valenzuela.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (hora de Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE mp/sa

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