EUA dizem que pedirão ajuda da Síria para desarmar Hisbolá

Beirute, 18 fev (EFE).- O chefe do comitê de Assuntos Exteriores do Senado americano, John Kerry, afirmou hoje em Beirute que seu país defende a diplomacia do diálogo, e por isso pedirá ajuda à Síria para conseguir o desarmamento do grupo xiita libanês Hisbolá.

EFE |

"Ao contrário da Administração de George W.Bush, que acreditava que podia simplesmente dizer às pessoas o que elas deviam fazer e esperar que o fizessem, nós acreditamos na necessidade de iniciar um diálogo", afirmou Kerry após se reunir com o presidente do Líbano, Michel Suleiman.

O ex-candidato à Presidência dos EUA, que visita o Líbano dentro de um giro pela região, explicou que seu país "recorrerá de novo à diplomacia, mas sem esperar sem sentidos, e sem pensar que com as palavras tudo acontecerá de maneira automática".

Nesse sentido, afirmou que as duas partes (EUA e Síria) precisam ser compreendidas, e que para isso é necessário "falar com as pessoas, para que entendam que há o desejo de se chegar a um acordo".

Kerry reiterou o apoio de seu país ao Líbano, e afirmou que os EUA desejam que a Síria "respeite a independência política do Líbano e ajude a resolver seus problemas, como os com o Hisbolá e os palestinos".

Além disso, assinalou que a Casa Branca pedirá (aos responsáveis sírios) que ajudem a "aplicar a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim ao conflito de 2006 entre Israel e o Hisbolá".

Em alusão ao grupo xiita libanês, o senador afirmou que "nenhum país consegue sobreviver com entidades que atuam de acordo com sua própria vontade e suas próprias leis".

Kerry chegou ao Líbano procedente da Jordânia e deve visitar Egito, Israel, os territórios palestinos e a Síria em seu giro pelo Oriente Médio. EFE ks-aj/mh

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