Washington, 5 set (EFE).- O Governo dos Estados Unidos disse hoje que não cogita suspender as restrições sobre viagens e remessas impostas a Cuba só por causa da passagem do furacão Gustav, como solicitaram alguns setores da comunidade cubana no exílio.

"Não achamos que neste momento seja necessário flexibilizar as restrições sobre as viagens e remessas impostas a Cuba para conseguir ajudar as vítimas do furacão", disse em comunicado o Departamento de Estado americano.

"As ONGs em Cuba já estão se mobilizando para fornecer essa assistência" humanitária, acrescenta o documento.

O Governo americano disse ainda que a regulamentação em vigor é flexível o suficiente para permitir que indivíduos e organizações humanitárias, com as devidas permissões, enviem dinheiro ou outro tipo de ajuda a Cuba como parte dos esforços humanitários.

Na nota, o Departamento de Estado também destaca que trabalha de modo coordenado com os Departamentos do Tesouro e do Comércio para "facilitar a ajuda humanitária" aos desabrigados na ilha.

A ajuda americana dirigida ao povo cubano "seria distribuída por meio de ONGs nesse país", manifestou o Departamento de Estado.

No entanto, em um breve comunicado, a Usaid, a agência americana para o desenvolvimento internacional, disse que aprovou US$ 100.000 para atenuar as necessidades imediatas dos desabrigados pelo furacão "Gustav" em Cuba. EFE mp/sc

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