EUA dizem que não há acordo definitivo com o Iraque sobre tropas

Washington, 25 ago (EFE) - O Governo dos Estados Unidos informou hoje que ainda não chegou a um acordo definitivo com o Governo iraquiano sobre a permanência das tropas americanas no país e seu papel, após o fim da missão da ONU em dezembro deste ano. Apesar de o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, ter comunicado hoje que as tropas americanas se retirariam do Iraque até o final de 2011, o Governo americano desmentiu que já tenha fechado o acordo. As conversas continuam abertas e ainda não finalizamos um acordo, disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto. Segundo Fratto, o Governo americano está otimista e espera que os dois países cheguem a um acordo mútuo, baseado em metas flexíveis, para que as tropas americanas continuem sua retirada com sucesso e que as forças iraquianas assumam a segurança do país. Estas metas flexíveis deixam a porta aberta aos Estados Unidos para completar sua retirada em função das condições de segurança que se dêem no terreno. Em virtude do acordo proposto nos últimos dias, Bagdá quer que as forças americanas deixem de patrulhar as principais cidades e aldeias iraquianas em meados de 2009 e que todas as tropas de combate deixem o Iraque em 2011. Os Estados Unidos foram reticentes em estabelecer um calendário para a retirada das tropas e o porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, também afirmou que o acordo não está fechado. Por sua parte, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Rober...

EFE |

Tanto Wood quanto Whitman rejeitaram dar outros detalhes sobre o acordo, inclusive sobre o calendário fixado.

Whitman afirmou que o desejo do Exército americano é continuar com a transferência de responsabilidades em matéria de segurança às forças iraquianas.

"Não há dúvida de que nosso desejo é seguir entregando as responsabilidades de segurança às Forças de Segurança iraquianas", afirmou.

Os Estados Unidos e o Iraque estão há cinco meses negociado o papel das tropas americanas quando, em dezembro, deste ano acabar a missão internacional auspiciada pelas Nações Unidas no país. EFE elv/db

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