Washington, 25 mar (EFE).- A Casa Branca assegurou hoje que manterá a pressão para destruir a rede terrorista Al Qaeda, após a nova mensagem com ameaças aos Estados Unidos gravada pelo líder da organização, Osama bin Laden.

"Vemos que a Al Qaeda não tem nada mais a expressar além de ódio.

Por isso, o Governo manterá pressão para destruir a rede" terrorista, disse hoje o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Em sua terceira mensagem neste ano, Bin Laden ameaçou hoje assassinar qualquer refém americano que conseguir capturar se é executado o suposto artífice dos atentados cometidos em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Em gravação de áudio divulgada pela emissora "Al Jazira", Bin Laden advertiu que o dia em que os Estados Unidos tomarem a decisão de executar Khalid Sheikh Mohamed, suposto cérebro desses ataques, a Al Qaeda matará todos os americanos que caírem em seu poder.

Não se conhece que atualmente exista algum refém de nacionalidade americana em mãos do grupo liderado por Bin Laden ou de alguma das organizações terroristas vinculadas à Al Qaeda, mas há cativos de várias nacionalidades europeias.

O dirigente da Al Qaeda se queixou, além disso, que o presidente americano, Barack Obama, segue os passos de seu antecessor, George W. Bush, "em muitos assuntos importantes, como a escalada da situação no Afeganistão" e no tratamento aos presos do grupo terrorista.

Em novembro passado, o Pentágono apresentou as acusações e pediu pena de morte para Sheikh Mohamed e outros quatro suspeitos dos atentados do 11 de Setembro, nos quais morreram quase 3 mil pessoas.

Inicialmente, o secretário de Justiça americano, Eric Holder, havia escolhido Nova York para julgar o detido, mas as autoridades e o público dessa cidade se declararam abertamente contra, o que obrigou um replanejamento de local.

O próprio Obama disse que a oposição local provavelmente impedirá que o julgamento contra Sheikh Mohamed se celebre em Nova York. Já Holder indicou em fevereiro que não descarta a possibilidade de que o suposto "cérebro" dos ataques seja julgado em um tribunal militar, mas essa não seria sua preferência. EFE cai/sa

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