EUA dizem que libertação de americano não influi em relações com Mianmar

Washington, 17 ago (EFE).- Os Estados Unidos afirmaram hoje que o fato de Mianmar (antiga Birmânia) ter libertado o americano John Yettaw, condenado por ter entrado ilegalmente na casa de Aung San Suu Kyi, não é um indício de que a Junta Militar desse país tenha mudado sua política.

EFE |

O senador democrata por Virgina Jim Webb conseguiu este fim de semana a libertação de Yettaw, que violou em maio a prisão domiciliar da líder democrática Aung San Suu Kyi e se encontra atualmente em um hospital de Bangcoc, onde é submetido a uma avaliação médica antes de voltar aos Estados Unidos.

Atualmente os EUA revisam sua política em direção a Mianmar, mas a libertação de Yettaw, que tem diabetes, epilepsia e asma, não "terá nenhum impacto" nesse processo, afirmou hoje o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley.

"Continuamos preocupados com a detenção de Aung San Suu Kyi e de mais de 2.100 presos" políticos, destacou.

O porta-voz explicou que os EUA querem ver "sinais de que o Governo birmanês está disposto a embarcar em um diálogo significativo com Aung San Suu Kyi e o resto da oposição democrática".

"Obviamente Mianmar tem que entabular um diálogo com os líderes de minorias étnicas e avançar em direção a uma transição pacífica para forjar uma democracia verdadeira e uma reconciliação nacional", afirmou Crowley em entrevista coletiva diária.

O Governo de Barack Obama, acrescentou, deseja ver sinais de "mudanças fundamentais na política e no enfoque" da Junta Militar birmanesa.

"Não acho que a libertação do senhor Yettaw seja um indício disso", afirmou o porta-voz, que ressaltou que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, conversou no domingo com Webb, com quem se reunirá quando o legislador voltar a seu país para discutir com ele suas impressões sobre a situação em Mianmar.

Além da libertação de Yettaw, Webb conseguiu se reunir com Suu Kyi e com o chefe da Junta Militar, general Than Shwe. EFE cae/db

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