EUA dizem que levantar sanções a Cuba legitima regime ditatorial

Washington, 19 jun (EFE) - Os Estados Unidos acreditam que a decisão da União Européia (UE) de levantar as sanções diplomáticas a Cuba pode dar a sensação de que se está dando legitimidade a um regime ditatorial. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey, disse hoje que uma decisão deste tipo pode dar a sensação de que se dá uma legitimidade adicional ou dá a entender ao regime ditatorial (...

EFE |

) que sua contínua opressão do povo cubano é agora mais aceitável do que era antes".

A União Européia acordou hoje levantar as sanções diplomáticas contra o regime cubano e abrir um diálogo político incondicional, decisão cuja efetividade será revisada dentro de um ano.

Os ministros de Exteriores do bloco chegaram a este compromisso durante um jantar realizado no marco da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da União Européia.

Os 27 países do bloco decidiram facilitar um processo de diálogo político "recíproco, incondicional, não discriminatório e voltado a conseguir resultados", no marco dos "mudanças empreendidas pelo presidente Raúl Castro".

Segundo esta iniciativa, o Conselho reconhece "as mudanças empreendidas até o momento pelo Governo cubano", "apóia as mudanças contínuas de liberalização em Cuba" e "encoraja Raúl Castro a introduzi-las, por coerência com as intenções que manifestou".

A proposta tcheca, um dos Governos mais reticentes a levantar as sanções, introduz também no texto um "compromisso renovado" com a chamada posição comum de 1996 e que significa que o diálogo com as autoridades cubanas deve ser sempre acompanhado de conversas com a oposição.

A UE se comprometeria ainda a "destacar perante o Governo cubano o ponto de vista (do bloco) sobre a democracia, os direitos humanos universais e as liberdades fundamentais" e a pedir a Cuba que respeite a liberdade de expressão e informação.

As nações da União Européia fariam "um apelo ao Governo cubano para que melhore de forma efetiva a situação dos direitos humanos mediante, entre outras coisas, a libertação incondicional de todos os presos políticos, entre eles os que foram detidos e detidos em 2003". EFE pgp/db

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