EUA dizem que forças iraquianas ainda precisam de ajuda externa

Por Kristin Roberts WASHINGTON (Reuters) - As forças de segurança do Iraque melhoraram, mas ainda não conseguem atuar sem um montante significativo de ajuda, disseram na segunda-feira um oficial de alta patente das Forças Armadas dos EUA e dois relatórios do governo norte-americano.

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Os soldados iraquianos não estão prontos para assumir por completo a responsabilidade pelas operações de segurança e de combate em qualquer parte de seu país, afirmou o tenente-general Lloyd Austin, segundo principal comandante das forças norte-americanas estacionadas no Iraque.

'Não há nenhuma área da qual gostaríamos de nos afastar neste momento a fim de entregá-la por completo às forças de segurança do Iraque', disse Austin a repórteres, no Pentágono.

'Eles ainda não estão prontos.'

O Pentágono, porém, afirmou que as forças iraquianas seriam 'em sua maior parte auto-suficientes até o final de 2008'.

Em seu relatório trimestral sobre o Iraque enviado ao Congresso dos EUA, o Pentágono disse que as recentes operações lideradas pelos iraquianos e lançadas contra milícias xiitas em Basra e no bairro Sadr City, em Bagdá, bem como operações de combate contra a Al Qaeda em Mosul mostravam as deficiências enfrentadas por essas forças.

O grau de violência no país diminuiu muito no último ano devido a um aumento no número de soldados norte-americanos presentes ali, à decisão de xeiques sunitas de trocar de lado, lutando contra a Al Qaeda, e a um cessar-fogo declarado pelo clérigo xiita anti-EUA Moqtada al-Sadr.

Apesar de a quantidade de ações violentas ter aumentado novamente em abril e maio, período durante o qual as forças iraquianas enfrentaram as milícias xiitas, o número médio de ataques por semana encontra-se 80 por cento abaixo da cifra registrada um ano atrás, disse Austin.

O número de vítimas civis registrado em maio foi 75 por cento menor do que o de julho de 2007, afirmou o Pentágono em um relatório.

As avaliações surgem no momento em que a quantidade de soldados norte-americanos presentes no Iraque vem caindo. Até agosto, cinco brigadas de combate deverão ter se retirado dali, deixando cerca de 140 mil soldados na zona de guerra.

Os comandantes das Forças Armadas dos EUA devem então avaliar a situação para determinar se poderão tirar do país ainda mais soldados antes do final do ano.

Austin não quis fazer comentários sobre as chances de haver novas retiradas. Mas disse que as forças iraquianas ainda precisam de muita ajuda dos soldados norte-americanos e da coalizão, especialmente em termos de logística, inteligência, reconhecimento e outras áreas de apoio às operações de combate.

O relatório do Pentágono afirmou que a redução da violência e o gradual fortalecimento das tropas iraquianas permitiriam aos EUA entregar ao governo do Iraque o controle sobre mais duas Províncias em junho e em julho.

Das 18 Províncias iraquianas, nove encontram-se sob comando de autoridades do país, mas com supervisão dos norte-americanos.

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