EUA dizem que eleições em Israel complicam paz no Oriente Médio

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos reiterou nesta segunda-feira seu compromisso com o objetivo de conseguir um acordo de paz no Oriente Médio antes do fim de ano. O processo, segundo os americanos, pode se tornar ainda mais complicado com as eleições em Israel.

EFE |


"As possíveis eleições israelenses complicam claramente o assunto", opinou o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, que, no entanto, reiterou que o processo de paz palestino-israelense nunca foi fácil.

"Quando não foi complicado este processo?", questionou, assegurando que os EUA continuam comprometidos "com o processo de Annapolis e seus objetivos", e seguirão "tentando levá-lo adiante".

A chanceler israelense e candidata à chefia de Governo, Tzipi Livni, recomendou ao presidente Shimon Peres a antecipação das eleições gerais perante a impossibilidade de formar um novo Executivo.

"O que temos aqui é a melhor oportunidade para tentar alcançar um acordo entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) neste processo, e este é o objetivo final, conseguir em breve um pacto negociado", ressaltou McCormack.

Por isso, segundo ele, o governo americano "continuará trabalhando" para impulsionar o processo, e espera que as partes também façam isso nos "diferentes aspectos" do futuro acordo.

Neste contexto, apontou que Livni, a principal negociadora israelense, e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, "permanecem comprometidos" com o processo, da mesma forma que vários "Estados da região e a comunidade internacional".

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, prevê viajar antes do final do ano para o Oriente Médio em busca de dar um novo impulso ao processo antes que deixe seu cargo.

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