Washington, 30 jul (EFE).- O Governo dos Estados Unidos disse hoje que a decisão do Equador de cancelar o acordo de cooperação que permitia que os americanos utilizassem a base militar de Manta deixará um sério vazio na luta antidrogas na região.

O Governo do Equador notificou os EUA hoje de forma oficial dizendo que os americanos precisam deixar a base militar de Manta antes de novembro de 2009, ao pôr fim ao Acordo de Cooperação assinado em novembro de 1999 sobre o uso da instalação, destinada à luta contra o narcotráfico.

"A decisão de fechar a instalação foi tomada pelo Governo do Equador de forma soberana, mas ressaltamos, no entanto, que o fechamento deixará um sério vazio nos esforços dos EUA e de seus parceiros na luta contra o narcotráfico na região", disse hoje o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack.

De acordo com McCormack, as operações efetuadas a partir da base militar de Manta "provaram ser extremamente úteis nos últimos nove anos".

Segundo o porta-voz, apesar do cancelamento do acordo, o Governo equatoriano "prometeu continuar cooperando estreitamente para enfrentar a ameaça do tráfico de drogas".

Os EUA analisarão agora as outras opções que têm para manter no mesmo nível as suas atividades de luta contra o narcotráfico na região.

A presença do contingente americano em Manta gerou, desde sua instalação, suspeitas de amplos setores sociais do Equador de que esse posto serviria para apoiar a luta contra a guerrilha na Colômbia.

Além disso, a captura e o afundamento de navios pesqueiros que transportavam de forma ilegal emigrantes equatorianos para os EUA gerou duras críticas no Equador.

Durante a campanha eleitoral para a Presidência, em janeiro de 2007, o presidente equatoriano, Rafael Correa, já tinha anunciado sua decisão de encerrar o acordo com os EUA. EFE cai/rr

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