EUA dizem que Cuba rejeitou US$ 5 milhões em ajuda após furacões

O Departamento de Estado americano afirmou nesta segunda-feira que Cuba rejeitou uma ajuda humanitária dos Estados Unidos de US$ 5 milhões para as vítimas dos furacões Gustav e Ike, que atingiram nas últimas semanas a ilha.

EFE |


No sábado, o Executivo americano informou ao regime cubano que estava disposto a fornecer ajuda humanitária no valor de US$ 5 milhões e falou sobre a possibilidade de efetuar vôos à ilha com material de primeira necessidade.

No domingo, o Governo cubano rejeitou a assistência humanitária com o argumento de que não aceitará uma doação dos EUA, explicou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack.

Esta é a terceira vez em que Cuba rejeita ofertas de ajuda americanas às vítimas de Gustav e Ike, que deixaram na ilha pelo menos sete mortos e dezenas de feridos, centenas de milhares de imóveis danificados, plantações e indústrias arrasadas e infra-estruturas e serviços públicos destruídos.

O escritório de interesses cubanos em Washington reiterou que Havana não admite doações de um país que instituiu um embargo contra si e informou que só quer permissão para comprar nos Estados Unidos, pelo menos por seis meses, o que precisa para os desabrigados dos furacões.

Washington "lamenta a decisão de Cuba de não aceitar esta oferta de ajuda humanitária para seus cidadãos", destacou McCormack.

Apesar da rejeição de todas as ofertas por parte de Cuba nos últimos dias, o Governo autorizou vendas agrícolas ao país caribenho por US$ 250 milhões desde o impacto do furacão Gustav, há pouco mais de uma semana.

As permissões incluem madeira, que pode ser destinada à reconstrução, explicou McCormack. A exportação de produtos agrícolas a Cuba está permitida por uma lei de 2000, mas existem requerimentos para as permissões.

O secretário de Comércio americano, Carlos Gutiérrez, explicou que o pacote de ajuda rejeitado por Havana continha provisões de cobertores, kits para higiene pessoal e lâminas de plástico, assim como "doações com dinheiro para ONGs".

"Continuaremos fornecendo assistência ao povo cubano como fizemos desde que os furacões devastaram a ilha", destacou Gutiérrez, que preside, junto à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, uma comissão criada pela Casa Branca para fomentar uma mudança democrática em Cuba.

Já a administradora da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Henrietta Fore, pediu em uma conferência telefônica a Cuba que reconsidere sua recusa em aceitar a ajuda dos EUA. "Pedimos ao Governo cubano que reconsidere sua decisão a respeito da oferta americana, a qual fizemos sem condições prévias e cujo único objetivo era proporcionar assistência a pessoas necessitadas", afirmou.

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