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EUA dizem que críticas de Morales a presença no Haiti são retrógradas

Nações Unidas, 21 jan (EFE).- O Governo dos Estados Unidos assegurou hoje que as críticas do presidente da Bolívia, Evo Morales, à presença militar americana no Haiti após o terremoto do último dia 12 são retrógradas e obedecem à psicologia do líder andino.

EFE |

O embaixador adjunto de Washington na ONU, Alejandro Wolff, disse à Agência Efe que as declarações do governante boliviano - que chamou o envio de militares americanos como "desumano, selvagem e oportunista" - estão distantes da realidade.

"Este tipo de declaração não têm nada a ver com a realidade e se deve mais à psicologia da pessoa que a diz. É retrógrado e não tem nada a ver com a situação atual", afirmou o diplomata americano.

Além disso, Wolff disse que ficaria "encantado em falar de como os bolivianos estão ajudando o Haiti".

O embaixador lembrou que o envio de soldados americanos ao Haiti responde às necessidades da população e do Governo haitiano após o terremoto.

Em uma entrevista coletiva anterior, Wolff lembrou que os militares americanos estão no Haiti "a pedido" do Governo desse país e ressaltou que os EUA já forneceram US$ 165 milhões para a ajuda humanitária.

O presidente da Bolívia anunciou na quarta-feira em La Paz que seu Governo pedirá às Nações Unidas uma reunião de emergência para "repudiar e rejeitar a ocupação militar dos EUA" no Haiti.

Washington mobilizou cerca de 12 mil soldados para participar da operação de ajuda ao Haiti.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado na quarta-feira que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE jju/bba

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