EUA dizem que apresentarão novas sanções contra Irã neste mês

Washington, 14 fev (EFE).- O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, o general James Jones, afirmou hoje que os Estados Unidos apresentarão neste mês ao Conselho de Segurança da ONU as novas sanções contra o Irã, que poderiam provocar um mudança do regime neste país, afirmou.

EFE |

Em entrevista ao programa "Fox News Sunday" da rede de televisão "Fox", Jones indicou que os EUA proporão uma quarta rodada de sanções contra Teerã na ONU e buscará a "solidariedade" dos membros do Conselho de Segurança. Mas segundo ele, Washington tem grande apoio para conseguir a aprovação.

Jones afirmou que os EUA não estão buscando "ativamente" uma mudança de regime no Irã, pois considera que os próprios iranianos é que devem decidir seu destino.

No entanto, ressaltou que as sanções poderiam contribuir para que o houver, tendo em vista os problemas internos do Governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"Nós apoiamos as políticas em favor da democracia. Sabemos que em nível interno há um problema muito sério. Estamos prestes a apresentar sanções muito duras", assinalou Jones.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca sustentou que a combinação de todas essas circunstâncias "poderia desencadear uma mudança de regime".

"É possível", concluiu, porque "a combinação de problemas internos e externos claramente não tornarão a vida mais fácil para o Governo do Irã", disse.

O Irã anunciou nesta semana o início do processo de enriquecimento de urânio a 20 % na usina nuclear de Natanz, em um claro desafio à comunidade internacional, que, liderada pelos EUA, optou por preparar sanções mais duras contra a República Islâmica, centradas na elite dirigente desse país.

Washington está negociando com seus parceiros do Grupo 5+1 - EUA, China, França, Reino Unido e Rússia, mais Alemanha -, ideias para uma possível quarta rodada de sanções.

A China é o país que se mostrou mais reticente a impulsionar uma quarta rodada de sanções e reiterou recentemente em várias ocasiões que preferiria a via diplomática e o diálogo para forçar o Irã a abandonar seus planos nucleares.

Por isso, Jones reconheceu que os EUA terão que "trabalhar um pouco mais com a China" para conseguir seu apoio. Mas para ele, Pequim não pode se dar ao luxo de não apoiar as sanções pois a China quer ser vista como "uma influência global responsável".

Por outro lado, disse, a Rússia endureceu sua posição a respeito do programa nuclear iraniano.

No mesmo sentido se expressou hoje o vice-presidente de americano, Joe Biden, que afirmou no programa "Meet the Press" da rede "NBC" que os EUA "avançaram muito" no processo de conseguir a aprovação para novas sanções contra o Irã. EFE cai/sa

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