Cracóvia (Polônia), 20 fev (EFE).- O chefe do Pentágono, Robert Gates, disse hoje que cerca de 20 países estão dispostos a aumentar sua contribuição militar, civil ou de treinamento no Afeganistão, durante o conselho de ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Não fiz nenhum pedido específico a nenhum país específico, mas houve, nos últimos dois dias, 19 ou 20 países que anunciaram que estão dispostos a aumentar sua contribuição militar, civil ou de treinamento das forças de segurança no Afeganistão", disse Gates, em entrevista coletiva.

Segundo o ministro da Defesa americano, estas ofertas são "um bom começo diante da cúpula do 60º aniversário da Otan" de chefes de Estado e de Governo, em abril, na qual se espera "um significativo novo compromisso" por parte dos aliados.

De acordo com Gates, a contribuição dos países da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) deve ser civil e militar, mas há nações que consideram que sua ajuda não pode consistir no envio de mais soldados, o que "também seria bem-vindo", disse.

Publicamente, até agora só Itália, Alemanha e Ucrânia expressaram sua disposição em enviar mais soldados ao Afeganistão, em parte para as eleições presidenciais afegãs de 20 de agosto.

Ontem, Gates advertiu que "todos devem fazer mais" no Afeganistão e pediu que os outros países da Otan respondam com mais compromisso ao anúncio de Washington de que enviará 17 mil novos soldados ao país asiático.

Gates foi também perguntado pela polêmica decisão do Governo paquistanês de chegar a um acordo de paz com os talibãs no Vale de Swat, e permitir que implantem a lei islâmica, e sobre se, na sua opinião, este cenário poderia ocorrer no Afeganistão.

"A reconciliação deve ser parte da solução a longo prazo no Afeganistão, se há reconciliação, se os insurgentes estão dispostos a abandonar as armas, deverá haver algum componente político", disse. EFE met/an

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