EUA dizem estar satisfeitos com aceitação de acordo militar com Brasil

Bogotá, 15 abr (EFE).- O secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse hoje em Bogotá estar satisfeito com a aceitação em nível amplo do acordo militar assinado nesta semana com o Brasil.

EFE |

Segundo Gates, os acordos militares assinados com o Brasil e a Colômbia servirão para enfrentar desafios comuns, como o terrorismo e o narcotráfico.

Em entrevista coletiva concedida junto ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, o secretário afirmou que esses acordos são oportunidades de cooperação e incluem o "apego aos princípios de não interferência nos assuntos internos de outros países".

"Espero que as pessoas entendam que estes acordos de cooperação em matéria de defesa são sobre a expansão de nossas relações de Forças Armadas em nível bilateral", disse.

Para Gates, o acordo também reflete uma melhor compreensão do pacto assinado no final do ano passado entre Colômbia e Estados Unidos, que recebeu forte oposição de países como Venezuela, Nicarágua e do próprio Brasil.

Os acordos são oportunidades "para melhorar a cooperação em ciência e tecnologia, em educação militar, em campos como o ciberespaço e para enfrentar as ameaças de segurança comuns a muitos dos países na América do Sul, especialmente terroristas e o narcotráfico", ressaltou o titular de Defesa americano.

O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, declarou que a interpretação da Colômbia sobre o acordo militar entre EUA e Brasil "é muito positiva".

"(O acordo) demonstra que o que Estados Unidos e Colômbia vêm fazendo representa uma aproximação atrativa e valiosa para todos os países da região", argumentou Silva.

O Brasil enfatizou que o acordo não contempla o uso de nenhuma base militar em seu território por parte das Forças Armadas americanas, ao contrário do firmado entre EUA e Colômbia.

Para Uribe, a ação conjunta entre os dois Governos permitirá em um futuro não muito distante "dizer ao mundo que a Colômbia superou totalmente a longa noite do narcoterrorismo".

"Quero expressar toda nossa gratidão (aos EUA). Nos anos de nosso Governo, contamos com seu apoio e foi muito útil para os avanços que a Colômbia pode mostrar hoje", acrescentou.

Gates chegou ontem à Colômbia para revisar acordos de cooperação militar e tratar de outros temas, como o armamentismo na América Latina.

Também foram conversados detalhes sobre a participação da Colômbia na luta contra o terrorismo no Afeganistão. EFE fer/bba

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