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EUA diz que viagem de enviado da ONU a Mianmar é crucial

Nações Unidas, 24 jul (EFE).- Os Estados Unidos ressaltaram hoje que a próxima viagem a Yangon do enviado especial da ONU para Mianmar (antiga Birmânia), Ibrahim Gambari, é uma visita crucial da qual dependerá uma tentativa de ampliar as sanções ao regime militar que governa o país asiático.

EFE |

O embaixador americano na ONU, Zalmay Khalilzad, disse que Gambari deve retornar de sua viagem em agosto com "resultados concretos".

"Esta é uma visita crucial e ele tem que voltar com uma diretriz e um cronograma de negociações que dure até as eleições de 2010 para que seja um sucesso", afirmou.

Khalilzad disse que a Junta Militar birmanesa não pode considerar a viagem de Gambari à Mianmar em meados de agosto "uma maneira de ganhar tempo" e advertiu que o Conselho não pode ficar "indiferente" se não houver progresso na democratização do país.

O embaixador revelou que parte dos requisitos são a libertação dos presos políticos e o fim da prisão domiciliar da vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

"Se houver avanços nestes temas, a comunidade internacional reagirá de maneira positiva, mas se não houver, teremos que ver o que podemos fazer e que medidas poderiam ser tomadas para aumentar a pressão sobre o regime", disse.

O embaixador americano assegurou que há votos suficientes no Conselho para adotar sanções contra os militares birmaneses, embora reconheça que o poder de veto da Rússia e da China poderia bloquear qualquer resolução nesse sentido.

Gambari recebeu há duas semanas um convite do Governo birmanês para que viajasse em meados de agosto, sem fixar uma data exata, quando se reuniria com as autoridades e a oposição.

A viagem será a primeira de um enviado especial a Mianmar desde que o ciclone Nargis arrasou o sul do país em maio, causando a morte de 84.500 pessoas e o desaparecimento de outras 53 mil.

Um dos prováveis assuntos que Gambari debaterá será a aprovação do referendo de maio passado, depois da passagem do ciclone, que era favorável a uma nova Constituição elaborada pela Junta Militar que garante a continuidade dos generais no poder. EFE jju/bm/plc

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