Segundo advogado de defesa, sargento americano Robert Bales não tinha problemas no seu casamento ou com bebidas alcoólicas

O militar americano suspeito de ter matado 16 civis no Afeganistão , no fim de semana, foi identificado nesta sexta-feira. Segundo oficiais americanos, o suspeito de 38 anos foi identificado como o sargento do Exército Robert Bales.

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Defesa: Acusado de massacre afegão não tinha problema com bebida, diz advogado

O sargento americano que teria matado os civis afegãos, incluindo nove crianças e três mulheres, na província de Kandahar, devia estar sob estresse, mas não há informações de que tivesse problemas no casamento ou com bebidas alcoólicas, segundo o seu advogado, John Henry Browne. "Quem não estaria sob estresse em uma zona de combate?", indagou Browne, segundo a CNN.

Afegãos protestam contra morte de civis afegãos por soldado americano em Jalalabad (13/3)
AP
Afegãos protestam contra morte de civis afegãos por soldado americano em Jalalabad (13/3)
O militar, que foi retirado do Afeganistão e levado para uma base no Kuwait, será transferido para Fort Leavenworth, no Kansas, onde fica a única prisão de segurança máxima do Exército americano. O massacre complicou ainda mais as difíceis relações diplomáticas entre Washington e Cabul. Os EUA invadiram o Afeganistão no final de 2001, após os ataques do 11 de Setembro .

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As afirmações do advogado se referem a informações divulgadas pelo New York Times de que o militar de 38 anos vinha bebendo - uma violação das regras militares em zona de combate - e sofria de estresse relacionado à sua quarta missão de combate e tensão com sua mulher, com quem tem dois filhos.

“Somando tudo, foi uma combinação de estresse, álcool e problemas domésticos - ele simplesmente perdeu o controle", disse ao jornal um oficial que foi interrogado na investigação e falou sob condição de anonimato pelo fato de o soldado ainda não ter sido indiciado.

O advogado Browne, porém, disse saber poucas informações sobre o ataque do dia 11, mas contestou as informações de que a combinação de álcool, estresse e problemas domésticos o fez surtar. De acordo com ele, a família do militar não tem conhecimento de nenhuma questão com bebidas. Ele também descreveu o casamento do casal como "fabuloso".

O soldado é acusado de realizar uma aterrorizante série de ataques em vilas no distrito de Panjwai, em Kandahar, em que tentou de porta em porta até eventualmente conseguir entrar e matar em três casas diferentes. O homem reuniu 11 corpos, incluindo os de quatro meninas de menos de 6 anos, e ateou fogo neles, disseram testemunhas.

O banho de sangue de domingo é o terceiro incidente que contribuiu para elevar a tensão entre EUA e Afeganistão. Há poucas semanas, a queima por soldados americanos de exemplares do Alcorão na Base de Bagram (norte) - ato considerado uma blasfêmia - desencadeou uma onda de violentas manifestações antiamericanas com quase 40 mortos. No início do ano, um vídeo pareceu mostrar marines (fuzileiros navais) urinando sobre corpos de afegãos .

Nesta sexta-feira, o presidente afegão, Hamid Karzai , acusou os EUA de não colaborar com a investigação sobre o massacre em Kandahar.

*Com AP

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