EUA diminui importância de elogios de Kadafi a Obama na Assembleia da ONU

Nações Unidas, 23 set (EFE).- A Casa Branca não deu hoje muita importância aos elogios que o líder líbio, Muammar Kadafi, dedicou ao presidente americano, Barack Obama, a quem chamou de irmão em seu prolongado discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

EFE |

Durante sua fala, Kadafi expressou sua satisfação com o fato de os EUA terem um presidente negro e afirmou que, se fosse por ele, Obama "poderia ser presidente por toda a eternidade" - uma emenda da Constituição americana estabelece que uma pessoa pode ocupar o cargo por no máximo oito anos.

Em entrevista coletiva, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, deixou tal proposta de lado e brincou sobre o assunto.

"Deixemos à parte as emendas da Constituição, com as quais o presidente Obama está absolutamente de acordo. É interessante a ideia de que alguém possa ser presidente mesmo depois do fim da vida", disse Gibbs.

Kadafi discursou na Assembleia Geral logo depois de Obama, mas houve uma pausa consideravelmente grande entre as falas de ambos devido à demora do líder líbio em chegar ao palanque.

Gibbs disse que a demora do líder não se deveu a um eventual pedido americano para que Kadafi e Obama não se esbarrassem no caminho para o palanque. "Talvez fosse 'jet lag'", disse o porta-voz.

Em seu discurso, no qual atacou o Conselho de Segurança da ONU e falou sobre muitos outros assuntos, Kadafi reclamou justamente de sofrer com o "jet lag".

Embora EUA e Líbia tenham restabelecido laços diplomáticos plenos em 2006, as relações entre ambos os países continuam distantes.

Talvez por isso, Kadafi não figura entre os convidados a uma recepção oferecida por Obama nesta noite aos chefes de Estado e Governo que participam da Assembleia Geral. EFE mv/bba

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