México, 20 jun (EFE).- Mais de 900 peças arqueológicas tiradas ilegalmente do México foram devolvidas hoje ao Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), após os Estados Unidos as terem recuperados em diversas apreensões efetuadas em pontos fronteiriços e no Canadá ao longo dos últimos anos.

Estes objetos se somam às mais de 19 mil peças que o México recuperou nos últimos cinco anos, a maioria delas nos Estados Unidos, país com o qual há um convênio neste assunto desde 1972, disse o diretor do INAH, Alfonso de Maria y Campos.

Ele acrescentou que o México tem em andamento vários projetos de recuperação de peças, também com países europeus, mas não entrou em detalhes.

No total, foram entregues ao INAH hoje 929 peças, divididas em oito lotes, e em sua maioria estão relacionadas com as culturas nômades de caçadores e coletores do norte do México, do oeste (Michoacán e Jalisco), do planalto central e da Costa do Golfo, explicou durante o ato, que ocorreu na Chancelaria mexicana.

Maria y Campos detalhou que estas peças não foram roubadas de museus nem de colecionadores privados, mas foram subtraídas em saques de cavernas, pequenos enterros e lugares isolados que não foram trabalhados, fora dos sítios arqueológicos.

"O território deste país é vasto para tê-lo completamente vigiado", lamentou o funcionário, que acrescentou que estas peças foram parar ilegalmente nas mãos de colecionadores privados.

Entre os objetos, destacam-se, por ser pouco comuns e por seu bom estado de conservação, diversas mostras de tecido, calçado, cestas, diferentes instrumentos de caça como arcos, um deles com cordel de fibra, pontas de seta e lançadores de dardos.

Além disso, foram expropriadas vasilhas, figuras esculpidas, e material biológico entre outras peças, em sua maioria pertencente "às culturas dos povos novos, que podem oscilar entre 1.200 anos depois d.C.", afirmou.

As apreensões foram realizadas nas fronteiras das cidades americanas de Dallas, San Antonio, Houston, Laredo, Texas, Nogales e Arizona, além de em Toronto, no Canadá. EFE lga/db

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