Após obstáculos impostos pelo Congresso, governo Obama reconhece que prisão continuará aberta apesar de promessa de fechá-la

O governo Obama está preparando o aumento do uso de comissões militares para processar detentos em sua prisão na base naval de Guantánamo, em um reconhecimento de que o centro prisional continuará em funcionamento depois de o Congresso ter imposto novos obstáculos a seu fechamento.

Detentos são vistos na prisão dos EUA na base naval de Guantánamo, Cuba (foto de arquivo)
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Detentos são vistos na prisão dos EUA na base naval de Guantánamo, Cuba (foto de arquivo)
Segundo o jornal americano New York Times, espera-se que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, suspenda em breve uma ordem que bloqueia o início de novos casos contra detentos. A medida foi imposta por ele mesmo no dia da posse de Obama, há dois anos, quando o presidente prometeu que fecharia a instação. O levantamento da ordem abriria caminho para que autoridades judiciais, pela primeira vez sob o governo Obama, fizessem novas acusações contra os detentos.

"Dentro de algumas semanas" serão abertos nos tribunais militares, e não em cortes federais convencionais, novas causas contra os detentos que o Departamento de Justiça designou para ser julgados, diz publicação.

Os processos incluem o do saudita Abd al-Rahim al-Nashiri, que supostamente planejou o atentado em 2000 no Iêmen contra o porta-aviões "Cole"; o do também saudita Ahmed al-Darbi, apontado como mentor do fracassado complô para atacar petrolíferas no Estreito de Ormuz; e o do afegão Obaydullah, suspeito de ter escondido bombas.

No caso de Nashiri, existe a possibilidade de a promotoria militar pedir a pena de morte, já que 17 marinheiros morreram no atentado contra o porta-aviões "Cole". Nashiri chegou a Guantánamo após passar pelas prisões clandestinas da CIA, onde foi submetido ao "waterboarding", uma forma de tortura que simula o afogamento.

*Com New York Times e EFE

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