EUA devem renovar laços com AL, diz governador do Novo México

WASHINGTON (Reuters) - O próximo presidente dos Estados Unidos deveria buscar uma nova aliança para o progresso com a América Latina, enfatizando o comércio justo e uma política migratória, disse na terça-feira o governador do Estado do Novo México, Bill Richardson. Richardson participou da corrida presidencial norte-americana no ano passado, como o único candidato latino, e recentemente deu seu apoio ao democrata Barack Obama na disputa pela indicação do partido para concorrer nas eleições de novembro.

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'Creio que os Estados Unidos deveriam renovar e fortalecer sua relação com a América Latina', afirmou Richardson em um discurso preparado para um evento na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Para o governador, o próximo presidente deveria primeiro fechar a base militar de Guantánamo, na Ilha de Cuba, que é 'uma ofensa às crenças dos Estados Unidos e um símbolo vergonhoso para seus vizinhos latino-americanos'.

Em segundo lugar, Richardson disse que a Casa Branca deveria dialogar com todos os governos da região, incluindo a Venezuela -- posição também defendida por Obama --, e ter uma política mais realista em relação a Cuba, facilitando áreas como comércio e viagens de parentes norte-americanos à ilha.

'Isso não significa fazer concessões, mas manter um discurso honesto e negociações para fortalecer nossos interesses comuns', afirmou.

A diplomacia norte-americana deveria, além disso, fortalecer os laços com o Chile, Argentina e Brasil, levando em conta os interesses desses países, como também (especificamente) do Brasil, que busca ativamente um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU.

A política norte-americana para a região não estaria completa sem uma ampla reforma de imigração nos Estados Unidos que retire das sombras uns 12 milhões de ilegais, comentou Richardson.

'Precisamos de um caminho árduo e justo para a legalização.

Mas não necessitamos de muros. Os muros não funcionam', disse o governador, ao referir-se ao muro que o governo do presidente George W. Bush está construindo em partes da fronteira com o México.

Por fim, Richardson afirmou que a região precisa de acordos comerciais 'livres e justos', que tornem os alimentos e produtos mais acessíveis a todas as nações.

(Reportagem de Adriana Garcia)

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