EUA devem manter 'presença clandestina' no Iraque e Afeganistão

Segundo o The Washington Post, a CIA terá um grande contingente de agentes no Afeganistão após a retirada das tropas convencionais

iG São Paulo |

A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos deverá manter uma grande "presença clandestina" no Iraque e no Afeganistão após a retirada das tropas americanas convencionais , como parte de um plano do governo Obama de reter espiões e forças de operações especiais para proteger os interesses do país nas duas então zonas de guerra, informou nesta quarta-feira o jornal The Washington Post.

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O hall principal da sede da CIA (Agência de Inteligência dos EUA) em Langley, Virgínia

A publicação indicou que suas fontes disseram que as operações da CIA em Cabul e Bagdá provavelmente seguirão sendo as mais importantes desenvolvidas no exterior durante anos.

A retirada das forças americanas no Iraque em dezembro mudou o foco da CIA neste país em direção a uma forma mais tradicional de espionagem - monitorar o desenvolvimento de um governo cada vez mais hostil, tentar suprirmir o braço da Al-Qaeda no país e conter a influência do Irã.

No Afeganistão, segundo o The Washington Post, a CIA deve ter um papel operacional mais agressivo. Autoridades dos EUA disseram que a capacidade paramilitar da agência é vista como uma ferramenta para manter o Taleban afastado, proteger o governo de Cabul e preservar o espaço aéreo afegão, permitindo que os aviões não tripulados da CIA possam caçar os remanescentes da Al-Qaeda no Paquistão.

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Enquanto o presidente Obama busca um fim para uma década de conflitos em larga escala, as atribuições mais importantes para a CIA sugerem que a agência terá uma parte significante na procura por maneiras de exercer o poder americano de maneira mais "ágil e cirúrgica".

Como resultado, o posto da CIA em Cabul - por um momento responsável, segundo o jornal, por mais de 1 mil funcionários no Afeganistão - deve expandir sua colaboração com forças de operações especiais, quando começar a retirada dos soldados convecionais.

O almirante da Marinha de Guerra, William McRaven, comandante das Forças Especiais que dirigiu a incursão no Paquistão no ano passado para matar o então chefe da Al-Qaeda, Osama bin Laden, disse na terça-feira que não tinha dúvidas de que "as forças de Operações Especiais serão as últimas a sair do Afeganistão".

A CIA se negou a fazer comentários sobre o assunto. Mas atuais e ex-oficiais da inteligência fizeram trocadilhos com a precisão da afirmação de McRaven. "Eu diria que a agência será a última a sair", disse um veterano da CIA com experiência no Afeganistão e no Paquistão. "Nós fomos os primeiros ao chegar lá" após os ataques de 11 de Setembro de 2001.

Segundo o The Washington Post, o tamanho da presença da agência no Afeganistão pelos próximos anos não foi determinada, e as atribuições da CIA são passíveis de mudança conforme a retirada das tropas evoluir.

Com EFE

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