EUA devem fazer anúncio sobre armas em Moscou--Casa Branca

Por Jeff Mason MOSCOU (Reuters) - O encontro entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente russo, Dmitry Medvedev, deve favorecer um acordo de controle de armas, culminando em um comunicado conjunto na segunda-feira, disse uma fonte graduada da Casa Branca.

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"Acreditamos que o encontro vai abrir caminho para um acordo", disse Gary Samore, assistente especial de Obama e coordenador da Casa Branca para armas de destruição em massa, aos repórteres neste domingo.

"Há muito trabalho a ser feito para finalizar este acordo até o final do ano", disse ele.

Obama chega a Moscou na segunda-feira para reuniões com Medvedev nas quais devem tratar de um novo acordo nuclear e da melhoria na cooperação com o esforços dos EUA no Afeganistão.

Na terça-feira Obama se encontra com o primeiro-ministro Vladimir Putin, que ainda domina a política russa e escolheu Medvedev como seu sucessor.

Samore declarou que o acordo sobre armamentos vai fornecer uma base para a continuidade das negociações entre as duas maiores potências nucleares do mundo no tocante a novas reduções em seus arsenais.

Um progresso em Moscou criará o fundamento de um tratado a ser assinado em dezembro, quando um pacto em vigência conhecido como Start-1 expira.

O objetivo é reduzir o número de ogivas armazenadas abaixo da média de 1.700 e 2.200, que ambas as partes concordaram em atingir até 2012 seguindo um tratado assinado em 2002.

Samore se recusou a dizer se espera que o anúncio de segunda-feira inclua novos números de ogivas e veículos de deslocamento.

As conversas, que foram iniciadas pelos dois presidentes logo após seu primeiro encontro em abril, são dificultadas pela abordagem diferente sobre a mobilização de ogivas e pelas objeções russas à estratégia de defesa americana, disse ele.

Obama disse em uma entrevista ao jornal de oposição russo Novaya Gazeta que não aceitará a tentativa de Moscou de condicionar as conversas sobre controle de armas ao objetivo americano de posicionar um escudo antimísseis na Europa.

Moscou, que vê o almejado sistema antimísseis na Polônia e na República Tcheca como uma ameaça à sua segurança, tem insistido nas últimas semanas que os dois assuntos estão interligados. Washington afirma que o sistema visa o Irã e não a Rússia.

Samore disse que os dois lados estão comprometidos a obter um acordo final sobre armamentos até dezembro.

"Tanto os EUA quanto a Rússia comprometeram seus recursos para tentar finalizá-lo", disse ele. "Tenho certeza de que teremos um trabalho duro pela frente."

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