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EUA deve fazer controle nos aeroportos focado no perfil dos passageiros

Washington, 2 abr (EFE).- O Governo dos EUA anunciou hoje novas medidas de segurança focadas no perfil dos passageiros para os voos internacionais que aterrissem em seu território, em substituição às adotadas após o fracassado atentado do Natal.

EFE |

A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, explicou que as novas medidas incluem protocolos de segurança "mais flexíveis", pois não se basearão na nacionalidade ou no passaporte, mas em características reunidas pelos serviços de inteligência, o que reduz significativamente o número de passageiros que terão que se submeter aos controles adicionais.

No entanto, as novas normas se aplicarão a "todos os que viajam aos EUA", sem distinção, indicou.

"Estas novas medidas utilizam informação em tempo real da inteligência baseada em ameaças junto com outros múltiplos e aleatórios controles de segurança, alguns dos quais são visíveis e outros não para o passageiro, para prevenir ameaças terroristas de maneira mais eficaz", assinalou Napolitano.

Os novos controles vão ser implantados depois do presidente dos EUA, Barack Obama, ter ordenado uma revisão completa das medidas de segurança aérea após o fracassado atentado em um voo entre Amsterdã e Detroit no dia do Natal, em 2009 quando um nigeriano conseguiu embarcar carregado com explosivos.

As listas negras e de alerta de passageiros suspeitos de terrorismo permanecerá em vigor. Mas agora, EUA completará estes dados com informação cruzada sobre outros passageiros que poderiam requerer um controle mais direto.

Um passageiro poderia ter que se submeter aos controles adicionais se suas características coincidirem com a informação sobre suspeitos de terrorismo reunida pelos serviços de inteligência.

Para isso serão levadas em conta "informações fragmentadas", como parte dos traços físicos, dos nomes ou sobrenomes, a idade, os itinerários e padrões de viagens, a nacionalidade e dados do passaporte. No entanto, o Departamento de Segurança Nacional insiste que não se trata de discriminação racial.

Segundo um funcionário citado pela cadeia "CNN", fatores como a raça ou a religião podem fazer parte dessa informação parcial, mas somente devem ser usados se existirem indícios razoáveis de que alguém com estas características é um potencial terrorista. EFE cai/pb

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