EUA desocupam palácio da era de Saddam Hussein

Por Peter Graff BAGDÁ (Reuters) - Autoridades norte-americanas deixaram nesta quarta-feira o palácio da era de Saddam Hussein ocupado por elas desde 2003, em Bagdá. A saída é um sinal da mudança de poder no Iraque.

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Os militares dos Estados Unidos no Iraque, mais de 140 mil hoje, operam desde 2003 sob uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que termina na virada de 2008 para 2009. A partir desta quinta-feira, as tropas norte-americanas operarão com autoridade garantida pelo governo iraquiano, sob o pacto acordado por Washington e Bagdá.

O acordo, visto pelos dois países como um marco para a restauração da soberania iraquiana, prevê que as tropas dos Estados Unidos deixarão o país em três anos, revoga o mandato norte-americano para deter iraquianos sem acusação e submete funcionários e soldados de folga às leis do Iraque.

Na terça-feira, o Iraque chegou a um acordo com os britânicos, que têm até o fim de julho para retirar do país os seus 4.100 homens.

Autoridades norte-americanas e iraquianas preparam uma cerimônia para a manhã do primeiro dia do ano para a transferência formal do controle sobre a chamada "Zona Verde", uma área bem policiada no centro da capital que abriga diplomatas ocidentais e os escritórios do governo.

Nas últimas semanas, diplomatas norte-americanos têm se mudado para uma instalação recém-construída, deixando para trás o palácio do líder derrubado Saddam Hussein.

"O palácio ficará sob a posse do governo iraquiano a partir de 1o de janeiro", disse Susan Ziadeh, porta-voz da embaixada norte-americana.

Autoridades norte-americanas comandaram o Iraque do palácio por mais de um ano depois da queda de Saddam, em 2003. A instalação se tornou um símbolo do que muitos iraquianos consideram uma ocupação militar.

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