EUA desconvidam diplomatas iranianos para festas de 4 de julho

Washington, 24 jun (EFE).- O Governo americano decidiu, por causa da repressão aos protestos populares no Irã, retirar o convite feito a diplomatas iranianos através de suas delegações no mundo todo para comemorar o Dia da Independência dos Estados Unidos, em 4 de julho.

EFE |

Há algumas semanas, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, enviou um telegrama às embaixadas e consulados permitindo que convidassem diplomatas iranianos às festividades de 4 de julho.

No entanto, "nem um só iraniano aceitou" assistir, disseram hoje os porta-vozes da Casa Branca, Robert Gibbs, e do Departamento de Estado, Ian Kelly, em coletivas de imprensa.

A autorização de Hillary era necessária, pois os Estados Unidos não têm relações diplomáticas com o Irã e os interesses do país são representados em Teerã pela Suíça.

O gesto dos EUA aconteceu antes das eleições iranianas de 12 de junho, nas quais o Ministério do Interior concedeu a vitória ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

"O (dia) 4 de julho nos permite celebrar as liberdades das quais desfrutamos: a liberdade de expressão, de religião, da reunião pacífica, de imprensa; portanto, não acho que seja surpreendente que ninguém tenha aceitado vir" às festas, disse Gibbs.

"Dados os eventos dos últimos dias, estes convites não serão mais estendidos" e são retirados, afirmou o porta-voz.

O porta-voz do Departamento de Estado, por sua parte, também atribuiu o silêncio ou a recusa dos diplomatas iranianos em assistir às comemorações do Dia da Independência ao fato de nesse dia serem celebrados "os valores básicos de independência e liberdade" dos EUA.

"Esse é exatamente o tipo de liberdade que os iranianos exigem em seus protestos nas ruas", acrescentou.

Kelly, no entanto, foi mais explícito que Gibbs.

"Dado tudo o que está acontecendo, dado o tipo de resposta que o Governo iraniano teve perante o desejo dos iranianos de que suas vozes fossem ouvidas, que seus direitos básicos fossem respeitados, os valores políticos mais fundamentais dos EUA, acho que seria inadequado aos iranianos ir a uma celebração assim", afirmou. EFE cae/db

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